Gore-Tex
| Criação | |
|---|---|
| Produto |
vestuário impermeável (d) |
| Proprietário |
W. L. Gore & Associates (en) |
| Website |
(en) www.gore-tex.com |
Gore-Tex, ou goretex [1], é uma marca de membrana impermeável a água mas permeável ao vapor, patenteada pela empresa W. L. Gore & Associates em 1970.[2] É composta por uma camada de dois materiais: polietileno expandido e outro polímero, o poliuretano. O Gore-Tex era, até recentemente, composto de politetrafluoretileno (PTFE), um PFAS também conhecido pela marca Teflon. Após a mediatização dos problemas associados aos PFAS, os vários processos contra os produtores e as lei proibitivas, o politetrafluoretileno foi substituído por polietileno. Como os gases são constituídos por moléculas muito distantes umas das outras, o vapor de água que compõe a transpiração não tem dificuldade em atravessar o tecido, exceto quando a transpiração é tão intensa que ocorre condensação. O seu índice de Schmerber é de 1500.
Fabricação, degradação e poluição ambiental
[editar | editar código]O Gore-Tex era fabricado a partir de tetrafluoretileno (PTFE) estirado após aquecimento. A poluição relacionada à sua fabricação era preocupante, pois é composto de politetrafluoroetileno (PTFE) estirado, também conhecido pela marca Teflon. O ácido perfluorooctanoico (PFOA, também conhecido como C8), é um produto químico essencial na fabricação do Teflon, revela-se problemático para o meio ambiente porque não se degrada ou degrada-se muito lentamente. Pertence à família dos poluentes orgânicos persistentes PFAS. Do mesmo modo, a sua degradação mecânica pode produzir micro-partículas ou mesmo nano-partículas capazes de penetrar nas células de organismos vivos tanto para para o utilizador como para os seres vivos que o rodeiam.[3]
Processos judiciais
[editar | editar código]Os moradores que vivem perto da fábrica da Gore-Tex em Cherry Hill, Elkton (Maryland), Estados Unidos, viram seu quotidiano envenenado: cães mortos, casos de cancros, poços contaminados. Durante anos, consumiram água poluída com PFAS provenientes da produção de materiais para roupas impermeáveis. Após um alerta de um antigo funcionário, cerca de 4.000 vizinhos uniram-se para apresentar uma ação coletiva contra a Gore em 2023, outra queixa foi apresentada pelo estado de Maryland em 2024.[4] .
Histórico
[editar | editar código]Na década de 1950, Bill Gore, então empregado na DuPont, sugeriu aos seus superiores a ideia de usar Teflon, produto emblemático da empresa, na produção de vestuário. Como o projeto não foi aprovado pelos seus superiores, Gore decidiu avançar sozinho na fabricação do produto. Os primeiros anos foram difíceis até que, em 1969, seu filho Bob Gore conseguiu desenvolver um material que deixava evacuar a transpiração, mas impedia a passagem de gotas de água, [2] o Gore-Tex. Sua ampla integração nos equipamentos de bombeiros e militares em todo o mundo, bem como em equipamentos desportivo, ocorre a partir dadécada de 1980.
Par além de suas inegáveis propriedades impermeáveis e respiráveis, é surpreendente que o Gore-Tex continue a ser um material de uso generalizado. Porque desde 1998, o advogado Rob Bilott denuncia os riscos associados à fabricação do composto de base o politetrafluoroetileno (PTFE), presente no Teflon e, portanto, no Gore-Tex. Originalmente fabricado pela DuPont de Nemours, o PTFE demonstrou a sua perigosidade nos Estados Unidos e, em 2017, Bilott obteve um acordo de US$ 671 milhões da DuPont para os seus clientes. Desde 2018, ele iniciou uma nova série de ações judiciais contra os produtores de PFAS que são compostos praticamente indestrutíveis que se acumula no corpo humano e no ambiente, criando sérios riscos para a saúde, como enfraquecimento do sistema imunitário, disfunção hepática, malformações congénitas.... [5]
Referências
- ↑ OQLF (2002). «La typographie - Marques de commerce». Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2018.
- 1 2 «Notre histoire». gore-tex.com/fr.
- ↑ «Loi sur les PFAS : "Dire qu'il n'y a pas de problèmes avec le Téflon est une contre-vérité", affirme Pierre Labadie, directeur de recherche au CNRS». France 3 Auvergne-Rhône-Alpes (em francês). 4 de abril de 2024. Consultado em 11 de fevereiro de 2025. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2025
- ↑ Hugo Coignard; Arthur Beauchet (24 de janeiro de 2026). «Chiens morts, cancers, puits contaminés : la vie empoisonnée des voisins de Gore-Tex». Reporterre (em francês)
- ↑ Gillam, Carey (27 de dezembro de 2019). «Why a corporate lawyer is sounding the alarm about these common chemicals». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 11 de fevereiro de 2025