Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste
| Uso |
Refino de petróleo (en) |
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| Área |
218 000 m2 |
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| Localização | |
|---|---|
| Coordenadas |
A Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste, também conhecida como Lubnor, foi inaugurada em 1966, em Fortaleza. Produz 235 mil toneladas/ano de asfaltos e 73 mil metros cúbicos por ano de lubrificantes naftênicos. A refinaria responde por cerca de 13% da produção de asfaltos do Brasil.[1]
Todo o petróleo utilizado pela Lubnor é do tipo ultra pesado: 85% provenientes do Espírito Santo e o restante, 15%, do Ceará.[2] Do total processado, 62% do volume é destinado à produção de asfalto, abastecendo todos os estados do Nordeste, e cerca de 16% são empregados na obtenção de lubrificantes naftênicos.[1]
Em maio de 2022, foi concretizada a venda da refinaria para Grepar Participações Ltda., que a comprou por 34 milhões de dólares.[3] A empresa foi a quarta refinaria vendida, no acordo feito entre a Petrobras e o Cade, que diminui a participação da estatal no mercado de refino.[3]
Em junho de 2023, o Cade aprovou a venda da Lubnor para o Grepar.[4][5]
Em novembro de 2023, a Petrobras anunciou a rescisão do contrato para a venda da refinaria, alegando pendências contratuais.[6] A Grepar anúnciou que não prosseguiria com a transação.[7]
Recorde
[editar | editar código]A Lubnor é responsável por atender 10% do mercado de asfalto no Brasil. Em 2023, bateu o recorde de venda do produto, 223 mil toneladas. Juntamente com outras marcas históricas de outras unidades da Petrobras, a quantidade de asfalto vendida pela Lubnor colaborou para que a estatal batesse o recorde comercial geral. Naquele ano, a Petrobras vendeu 2,5 milhões de toneladas do produto. [8]
Estudo de descarbonização
[editar | editar código]Em março de 2024, a Petrobras comunicou um estudo para começar a descarbonizar a Lubnor. A ideia inicial era de substituir o gás natural pelo biometano (biocombustível gasoso renovável, obtido pela purificação do biogás) na geração de energia. Essa mudança significaria redução total das emissões diretas de CO2 na refinaria. A Petrobras também divulgou planos de produzir hidrogênio a partir do biometano.“O uso de biometano deve reduzir em 100% as emissões diretas de gás carbônico da refinaria (atualmente em 60 mil toneladas por ano)”, diz a companhia, em nota.[9]
Também há estudos para produção de bioprodutos, todos com menor emissão de carbono:
Características técnicas
[editar | editar código]- Área Total: 0,4 km²[1]
- Unidade de Lubrificantes ULUB[1]
- Unidade de Processamento de Gás Natural — UPGN[1]
- Unidade de Vácuo — UVAC[1]
Capacidade instalada
[editar | editar código]Principais produtos[13][14]
[editar | editar código]- Asfalto
- Óleo lubrificante
- Diesel marítimo
- Bunker
- Óleo combustível
- GLP
Mercados que atende
[editar | editar código]- Óleo Lubrificante: vendido às distribuidoras e comercializado em todo o país
- Asfaltos: Ceará, parte de Pernambuco e parte do Pará
Referências
[editar código]- 1 2 3 4 5 6 7 «Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste». Petrobras. Consultado em 23 de julho de 2022
- ↑ Jr, Geraldo Campos (3 de setembro de 2023). «Petrobras adia saída de refinaria vendida em 2022 no Ceará». Poder360. Consultado em 20 de abril de 2026
- 1 2 «Petrobras vende refinaria no Ceará por US$ 34 milhões». Poder360. Consultado em 23 de julho de 2022
- ↑ «Cade aprova venda da Lubnor, da Petrobras, para a Grepar». Valor Econômico. Consultado em 23 de julho de 2022
- ↑ «Cade aprova, com restrições, venda da Lubnor, líder em produção de asfalto, para a Grepar». O Estado de S. Paulo. Consultado em 19 de abril de 2026
- ↑ Napoli, Eric (27 de novembro de 2023). «Petrobras rescinde contrato de venda da refinaria Lubnor». Poder360. Consultado em 28 de novembro de 2023
- ↑ «Petrobras rescinde contrato de venda da refinaria Lubnor; compradora diz que foi 'surpreendida'». Valor Econômico. 27 de novembro de 2023. Consultado em 13 de janeiro de 2024
- ↑ «Petrobras bate recorde em vendas de asfalto». Agência. Consultado em 17 de abril de 2026
- ↑ «Petrobras inicia estudos para descarbonizar refinaria Lubnor». Valor Econômico. 15 de abril de 2024. Consultado em 19 de abril de 2026
- ↑ «Produtos asfálticos: estamos por onde você passa». Petrobras. Consultado em 19 de abril de 2026
- ↑ «SAF: o primeiro combustível sustentável para aviões do Brasil». Nossa Energia. Consultado em 19 de abril de 2026
- ↑ «SAF: o combustível sustentável da aviação | Petrobras». petrobras.com.br. Consultado em 19 de abril de 2026
- ↑ «Petrobras inicia estudos para descarbonizar refinaria Lubnor». Valor Econômico. 15 de abril de 2024. Consultado em 17 de abril de 2026
- ↑ «Produtos: a nossa energia move o país». Petrobras. Consultado em 19 de abril de 2026
