Fora de estrada
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Off-Road ou Todo-terreno (português europeu) ou Fora de estrada (português brasileiro) são termos que designam atividades variadas praticadas em locais desprovidos de estradas pavimentadas, calçadas ou de fácil acesso e trâmite. Geralmente os locais preferidos para prática do off-road são os mais distantes de cidades e desprovidos de infraestrutura urbana. O contato com a natureza é algo desejado e apreciado e o objetivo desta atividade é superar as dificuldades de acesso e transposição impostos pela natureza como por exemplo na forma de lama, pedras, erosões, subidas e descidas íngremes, neve, alagamentos, etc.
As práticas off-road pode ser consideras também, como defende alguns autores, como "A prática off-road pode ser considerada aquela que “utiliza veículos de duas, quatro ou mais rodas, cujos cenários são formados por pisos não pavimentados. Podem ser atividades de lazer, turismo, esportivas ou de trabalho” (ALMEIDA FILHO, 1997, p. 3) . Sobre a etimologia do termo, Vasconcelos & Casagrande (2013) citam, ainda, que a expressão off-road é originária do idioma inglês e, em tradução literal, significa “Fora de Estrada”, porém o termo pode ser encontrado em outros idiomas como “Todo Terreno” no português de Portugal, Tout Terrain no francês, ou Fuoristrada, no italiano. Em síntese, consideramos que o termo abarca práticas automobilísticas e/ou não-automobilísticas em vias e/ou trilhas não pavimentadas, ou seja, consideramos o off-road mais relacionado com o fato de ser praticado em vias não pavimentas do que em veículos motorizados (BRAGA et al., 2021). Porém, assim como Vasconcelos & Casagrande (2013) e Cucci & Alvarez (2004)[1], reconhecemos que o termo off-road popularmente conecta-se a práticas esportivas e recreativas utilizando veículos de duas ou mais rodas como motocicletas, quadriciclos, automóveis e caminhões.[2]"
Atualmente o off road está associado à adrenalina e à velocidade pois as atividades mais comuns utilizam-se de veículos motorizados como motos, jeeps e camionetes, mas existem atividades off-road praticadas com cavalos, bicicletas e também a pé.
O Off-Road motorizado, ou não, que hoje é utilizado como esporte, lazer e terapia pelos seus praticantes, nasceu de uma necessidade de guerra. Os primeiros veículos foram criados durante a 2ª Guerra Mundial com o objetivo de penetrar e deslocar tropas e soldados em locais de difícil acesso.
Atividades off-road podem ser praticadas como lazer e também como competições organizadas.
Por meio das práticas off-road o praticante / visitante pode ter contato com vários atrativos e atividades de diferentes segmentos turísticos. O off-road agrada a públicos de sexo, renda, idade e gostos diferentes. Os segmentos turísticos mais relacionados com o off-road são:
O “Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.”; O “Turismo Rural é o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade.” O “Turismo de Sol e Praia constitui-se das atividades turísticas relacionadas à recreação, entretenimento ou descanso em praias, em função da presença conjunta de água, sol e calor.” (MinTur, 2006, p. 43). O “Turismo de Esportes compreende as atividades turísticas decorrentes da prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas.” E o “Turismo de aventura compreende os movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo”. (definições de segmentos estabelecidas pelo Ministério do Turismo do Brasil, 2006).[3]
Nesse aspecto fica claro que “... as formas de consumo no universo off-road extrapolam o âmbito do consumo do bem em si, carregando um caráter experiencial que potencializa a interação entre os grupos envolvidos no ato de consumo.” [...] “O consumo off-road, mesmo que para cada indivíduo tenha um significado único, será sempre coletivo. Os desafios encontrados nas trilhas e o compartilhamento, que consiste num dos pontos fundamentais do off-road, caracterizam este como um consumo coletivo por natureza.” [...] O consumo off-road possui características comuns dos esportes de aventura. Autores como Arnould e Price (1993) e Celsi, Rose e Leigh (1993) que pesquisaram esportes de aventura, ressaltam que os indivíduos buscam no risco e no contato com a natureza uma forma de fugir da “vida lá fora”. O desafio e a natureza formam o contexto que é vital para a experiência. [...] "[4]... as relações de amizade e companheirismo complementam os elementos físicos da experiência, contudo, assumem um papel simbólico fundamental para a prática do off-road, resultando, assim, numa relação dinâmica dos temas: natureza, aventura, diversão e companheirismo". E "... esta relação [praticante x off-road] não se limita aos dias de trilha, pois envolve um universo amplo, que coloca os membros deste grupo em contato cotidiano.” (DALMORO, 2016).[5]
Por sua natureza de "desafio" o off-road é tido como atividade de risco e requer o uso de equipamentos de proteção, basicamente, capacetes, luvas e óculos de proteção; entretanto a gama de equipamentos pode variar bastante de acordo com o tipo de atividade off road praticada.
Uma parte muito importante para seu veículo Off-Road é a manutenção, deve-se estar atento se o seu mecânico e a sua oficina oferecem suporte e segurança ao seu veículo.
A história dos veículos com tração nas quatro rodas remonta ainda ao século XIX, quando os primeiros 4×4 foram criados. No entanto, é a partir da Segunda Guerra que o jipe, após tornar-se um heróis entre os combatentes e ganhou o mundo. Com o fim da guerra, os fabricantes passaram a apostar no uso civil dos veículos 4×4. Daí para transformar-se em um esporte foi um pulo[6].
No Brasil, a história do off-road 4x4 tem início nos anos de 1980, com a movimentação de alguns aficcionados pelos chamados “veículos fora de estrada”, sobretudo no sudeste do País, que culminou com a fundação do Jeep Clube do Brasil, entidade de atuação destacada, responsável pela organização de grandes eventos no segmento[7].
Contudo, foi a partir de 1993 que o off-road foi conquistando terreno e atraindo a atenção de todos – participantes ou não – ensejando, inclusive, a realização de festivais nacionais e de um número cada vez maior de encontros regionais. Os jipes clubes se proliferaram e hoje é comum, nas cidades brasileiras dos mais diversos portes, a existência de pontos de encontro semanais de “jipeiros”.[7]
Críticas ao uso de veículos fora de estrada
[editar | editar código]Impacto ambiental nos Estados Unidos
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O uso de veículos off-road em terras públicas tem sido criticado por alguns membros do governo dos EUA[8] e por organizações ambientais, incluindo o Sierra Club e a The Wilderness Society.[9][10] Eles observaram várias consequências do uso ilegal de veículos off-road, como poluição,[11] danos a trilhas, erosão, degradação do solo, possível extinção de espécies,[12] e destruição de habitat[13][14] que podem deixar trilhas de caminhada intransitáveis.[15]
Os defensores dos veículos off-road argumentam que o uso legal, ocorrendo sob acesso planejado em conjunto com os múltiplos esforços de conservação ambiental e de trilhas por parte de grupos de off-road, mitigará essas questões.[16] Grupos como a BlueRibbon Coalition defendem o uso responsável de terras públicas para atividades off-road.[17]
A poluição sonora também é uma preocupação[18] e vários estudos conduzidos pela Universidade Estadual de Montana - Bozeman, Universidade Estadual da Califórnia, Universidade da Flórida e outras, citaram possíveis mudanças comportamentais negativas na vida selvagem como resultado de alguns usos de veículos off-road.[19]
Alguns estados dos EUA possuem leis para reduzir o ruído gerado por veículos off-road e não rodoviários. Washington é um exemplo: "A lei estadual exige que veículos off-road e outros veículos não rodoviários usem dispositivos específicos de silenciamento de ruído (limites máximos e procedimentos de teste RCW 46.09.120(1) (e)). Agências estaduais e governos locais podem adotar regulamentos que regem a operação de veículos não rodoviários em propriedades, ruas ou rodovias dentro de sua jurisdição, desde que não sejam menos rigorosos do que a lei estadual (regulamentação RCW 46.09.180 por subdivisões políticas locais)".[20]
Controvérsia do deserto de Mojave
[editar | editar código]O Bureau of Land Management dos EUA (BLM) supervisiona várias grandes áreas para veículos off-road no Deserto de Mojave, na Califórnia.
Em 2009, a juíza distrital dos EUA Susan Illston decidiu contra a proposta do BLM de designar áreas adicionais para uso off-road em rotas abertas designadas em terras públicas. De acordo com a decisão, o BLM violou seus regulamentos[21] quando designou aproximadamente 8.000 km de rotas para veículos off-road em 2006.[22] Segundo a juíza Illston, a designação do BLM era "falha porque não contém uma gama razoável de alternativas" para limitar os danos a habitats sensíveis, conforme exigido pela Lei de Política Ambiental Nacional (NEPA).[23]
Illston concluiu que o Bureau havia analisado inadequadamente o impacto da rota na qualidade do ar, solos, comunidades de plantas e espécies sensíveis, como o ameaçado lagarto de franjas de Mojave, apontando que o Congresso dos Estados Unidos declarou que o Deserto da Califórnia e seus recursos são "extremamente frágeis, facilmente marcados e de cicatrização lenta".[23]
O tribunal também concluiu que o BLM falhou em seguir as restrições de rota estabelecidas no plano de conservação da agência, resultando no estabelecimento de centenas de rotas ilegais de veículos off-road (OHV) durante as três décadas anteriores.[21] O plano violou os regulamentos do BLM, especificamente a Federal Land Policy and Management Act of 1976 (FLPMA) e a National Environmental Policy Act of 1969 (NEPA).[22] A decisão foi considerada um sucesso para uma coalizão de grupos de conservação que iniciou a contestação legal no final de 2006, incluindo o Friends of Juniper Flats, Community Off-road Vehicle Watch, California Native Plant Society, Center for Biological Diversity, The Sierra Club e The Wilderness Society.[23]
Conservação de áreas sem estradas
[editar | editar código]Muitos parques nacionais dos EUA discutiram ou promulgaram regras de áreas sem estradas e proibições parciais ou totais a veículos off-road. Para acomodar os entusiastas, alguns parques, como a Reserva Nacional de Big Cypress na Flórida, foram criados especificamente para veículos off-road e propósitos relacionados. No entanto, tais designações não impediram danos ou abusos da política.[24]
Declarações públicas
[editar | editar código]Em 2004, várias organizações ambientais enviaram uma carta para Dale Bosworth, Chefe do Serviço Florestal dos Estados Unidos, descrevendo a extensão dos danos causados pelo uso de veículos off-road, incluindo ameaças à saúde de outras pessoas:
Está bem estabelecido que a proliferação do uso de veículos off-road e motos de neve coloca o solo, a vegetação, a qualidade do ar e da água e a vida selvagem em risco por meio da poluição, erosão, sedimentação de riachos, fragmentação e perturbação de habitat e outros impactos adversos aos recursos. Esses impactos causam danos graves e duradouros ao ambiente natural, do qual dependem a recreação movida a força humana e a equestre, e alteram o caráter remoto e selvagem do interior. A recreação motorizada monopoliza as áreas florestais, negando a outros usuários a experiência tranquila, intocada e rústica que procuram. Também apresenta ameaças à segurança e à saúde de outros recreacionistas.[25]
Em 2004, o juiz da Suprema Corte Antonin Scalia listou vários problemas resultantes do uso de veículos off-road em áreas naturais. De um artigo do Environmental News Service:
Scalia observou que o uso de veículos off-road em terras federais tem "consequências ambientais negativas, incluindo perturbação e compactação do solo, assédio a animais e aborrecimento aos amantes da natureza".[26]
Várias organizações ambientais, incluindo a Rangers for Responsible Recreation, estão fazendo campanha para chamar a atenção para a crescente ameaça representada pelo uso indevido de veículos off-road e para auxiliar os gestores de terras sobrecarregados na abordagem dos impactos do uso desses veículos.[27] Essas campanhas, em parte, provocaram audiências no congresso sobre o impacto crescente do uso não gerenciado de veículos off-road.
O Subcomitê de Parques Nacionais, Florestas e Terras Públicas do Comitê de Recursos Naturais da Câmara realizou uma audiência de supervisão sobre "Os Impactos de Veículos Off-Road Não Gerenciados em Terras Federais" em 13 de março de 2008.[28] Uma segunda audiência sobre o gerenciamento de veículos off-road (OHV) em terras públicas foi realizada pelo Comitê de Energia e Recursos Naturais do Senado em 5 de junho de 2008.[29] A audiência do comitê do Senado foi convocada para descobrir por que as agências estão falhando em lidar com os impactos negativos do uso de veículos off-road em terras públicas dos EUA e o que elas poderiam precisar começar a fazer de forma diferente. Pela primeira vez em talvez uma década, membros do Comitê de Energia e Recursos Naturais do Senado interrogaram líderes do Serviço Florestal e do BLM sobre o motivo pelo qual o uso de veículos off-road está sendo permitido danificar os tesouros nacionais da América.
Assumindo o centro das discussões estava o "processo de planejamento de rotas", um procedimento complexo de análise e tomada de decisão para designar estradas e trilhas apropriadas. Tanto o Serviço Florestal quanto o BLM estão engajados em processos de planejamento de rotas um tanto semelhantes há anos, mas alguns membros do comitê não pareceram achar que esses processos estivessem indo tão bem. "O BLM identificou a gestão de rotas em suas terras como 'um dos maiores desafios de gestão' que enfrenta", afirmou o presidente do comitê Jeff Bingaman (D-NM). "Da mesma forma, o Serviço Florestal identificou a recreação não gerenciada — incluindo o uso de veículos off-road — como uma das quatro principais ameaças à gestão e à saúde do Sistema Nacional de Florestas. Apesar dessas declarações, me parece que nenhuma das agências tem conseguido gerenciar com sucesso o uso off-road."
"As regras existentes para a gestão de veículos off-road não estão sendo aplicadas", acrescentou Bingaman, e as agências estão ignorando o uso não regulamentado "com consequências significativas para a saúde de nossas terras e comunidades públicas, e efeitos adversos sobre outros usos autorizados de terras públicas".
- Danos causados por veículos off-road
- Efeitos ambientais negativos causados por uma motocicleta em uma parte da Floresta Nacional de Los Padres
- Danos que ocorreram quando os veículos saíram da trilha sinalizada no Parque Estadual do Deserto de Anza-Borrego
Ver também
[editar | editar código]Referências
[editar código]- ↑ CUCCI, A. P.; ALVAREZ, E. D. «Regras de segurança e mínimo impacto para veículos off-road» (PDF). Consultado em 7 de dezembro de 2021
- ↑ BRAGA, S. S.; GONCALVES, M. F.; PUTRICK, S. C.; BRITO, J. P. C.; CESAR, A. D.; MELO, R. S.; PINHEIRO, A. P. (2021). O projeto de Gamificação no Ecomuseu do Off-Road. Textos Completos do III Congresso Internacional e Interdisciplinar em Patrimônio Cultural: Experiências de Gestão e Educação em Patrimônio. Porto, Portugal: Cravo. pp. 1–16. ISBN 9789899037137
- ↑ Ministério do Turismo do Brasil, MInistério do Turismo (2006). «Marcos Conceituais». Ministério do Turismo do Brasil. Consultado em 25 de novembro de 2020
- ↑ Braga, Solano; Gonçalves, Marina Furtado; Mello, Rogério Stockler; Jotta, Carlos; César, Alexandre (11 de dezembro de 2021). «Registro das Práticas Off-Road Como Patrimônio Imaterial e Implantação do Ecomuseu do Off-Road em Nova Lima, Minas Gerais». Cadernos de Sociomuseologia (18): 87–98. ISSN 1646-3714. doi:10.36572/csm.2021.vol.62.07. Consultado em 28 de dezembro de 2021
- ↑ Dalmoro, Marlon (2016). «Off-road consumer: an analysis of the off-road consumption culture». Revista de Administração da UFSM (1): 08–25. ISSN 1983-4659. doi:10.5902/1983465910418. Consultado em 26 de novembro de 2020
- ↑ «História do Off-Road». Planeta Off-Road. Consultado em 3 de dezembro de 2021
- 1 2 Serbaja (24 de maio de 2021). «A história por trás do Off-Road». Serbaja. Consultado em 3 de dezembro de 2021
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- ↑ «Sierra Club Conservation Policies». Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2006
- ↑ «Off-Road Vehicles and Public Lands: A National Problem». Cópia arquivada em 14 de dezembro de 2006
- ↑ Wolfe, Christopher; Buck, Brenda; Miller, Aubrey; Lockey, James; Weis, Christopher; Weissman, David; Jonesi, Alexander; Ryan, Patrick (novembro de 2017). «Exposure to naturally occurring mineral fibers due to off-road vehicle use: A review». International Journal of Hygiene and Environmental Health (em inglês). 220 (8): 1230–1241. Bibcode:2017IJHEH.220.1230W. PMID 28778427. doi:10.1016/j.ijheh.2017.07.003

- ↑ Rice, Kathleen C. «National Collection of Imperiled Plants - Pholisma sonorae». Center for Plant Conservation. Consultado em 8 de junho de 2012. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2012
- ↑ «Mojave lizard may get protection; off-road vehicles are cited as threat». Los Angeles Times. 12 de janeiro de 2008. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2008
- ↑ «Officials seek to protect desert reptile». Las Vegas Review-Journal. 11 de janeiro de 2008. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2008
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- ↑ Rogers, Jedediah S. (2013). Roads in the Wilderness: Conflict in Canyon Country. [S.l.]: University of Utah Press. ISBN 978-1-60781-312-5. doi:10.1353/book41428
- ↑ «About». BlueRibbon Coalition/ShareTrails (em inglês). Consultado em 18 de outubro de 2023
- ↑ «Addressing the Ecological Effects of Off-Road Vehicles | the Wilderness Society». Consultado em 19 de janeiro de 2009. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2008
- ↑ «The Impacts of Off-Road Vehicle Noise on Wildlife». Cópia arquivada em 25 de dezembro de 2010
- ↑ «Frequently Asked Questions about Noise Pollution -- for Local Government» (PDF). Consultado em 27 de outubro de 2006. Cópia arquivada (PDF) em 7 de fevereiro de 2012
- 1 2 «Off-road Routes in Mojave Desert Found Illegal». wilderness.org. Consultado em 9 de outubro de 2009. Cópia arquivada em 15 de abril de 2012
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- 1 2 3 Sahagun, Louis (30 de setembro de 2009). «Judge rejects U.S. management plan for California desert». Los Angeles Times
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