Oniromancia
Oniromancia (ou Brizomancia) é a divinação do futuro através da interpretação dos sonhos.
Técnica muito difundida no ocidente, foi citada por Carl Gustav Jung em vários de seus trabalhos[1] como sendo uma forma realmente eficiente de analisar a condição da psique do consulente. Ele considerava os sonhos não só como uma externalização de desejos ocultos, mas também como uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação.[carece de fontes]
A técnica consiste na análise minuciosa das figuras e fatos ocorridos por parte do oniromante que tece entre eles relações e teias de significado que são supostamente capazes de apontar acontecimentos em um futuro próximo.[carece de fontes]
A oniromancia é praticada desde tempos imemoriáveis por várias civilizações como a egípcia, grega, maia e bantu, sendo que o mais antigo registro de interpretação dos sonhos, data do início de nossa era, no antigo Egito e Caldea[carece de fontes].
História
[editar | editar código]Registros de interpretação de sonhos remontam a civilizações antigas, como o Antigo Egito, onde existiam compilações de significados simbólicos para diferentes tipos de sonhos. Na Grécia Antiga, a oniromancia foi sistematizada por Artemidoro de Daldis em sua obra Oneirocritica, considerada um dos primeiros tratados dedicados ao tema. Em tradições religiosas e culturais diversas, os sonhos também foram interpretados como meios de comunicação com entidades divinas ou espirituais.[2]
Avaliação Científica
[editar | editar código]Do ponto de vista científico contemporâneo, não há evidências empíricas que comprovem a capacidade dos sonhos de prever o futuro. No entanto, o estudo dos sonhos é relevante em áreas como a psicologia e a neurociência, especialmente no que diz respeito à compreensão do inconsciente, da memória e das emoções.[carece de fontes]
Sonhos na Bíblia Judaico-Cristã
[editar | editar código]Os sonhos aparecem ao decorrer de toda a Bíblia como mensagens de Deus:
- Sonhos de Jacó de uma escada para o céu. (Gênesis 28)
- Seu filho José sonhou sobre seu seu futuro sucesso (Gênesis 37) e interpretou o sonho do Faraó do Egito (Gênesis 41)
- Salomão conversava com Deus em seus sonhos.
- Daniel interpretava sonhos (no Livro de Daniel).
- José, marido de Maria, recebeu orientações em sonhos por três vezes (Mateus 1 e Mateus 2).
- A Paulo de Tarso foi dito para ir à Macedônia (Atos 16)
Referências
[editar código]- ↑ A Dinâmica do Inconsciente; O Homem e Seus Símbolos; Homem à descoberta da sua alma, Livro III
- ↑ Cardoso, Ciro Flamarion S. (1 de dezembro de 1991). «A adivinhação no Egito faraônico». Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos. 4 (4): 53–65. ISSN 2176-6436. doi:10.24277/classica.v4i4.576
Ver também
[editar | editar código]- Quiromancia- Quiromancia é a arte de ler as mãos.
- Teimancia - Advinhação pelas folhas de chá.
- Taromancia - Prática divinatória através das lâminas do tarot.
- Necromancia- Divinação através da consulta a mortos.