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Guarapari

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Guarapari
Do topo para baixo e da esquerda para direita: Praia das Castanheiras; Igreja de Nossa Senhora da Conceição; Ruína da Antiga Igreja; Lagoa dos Caraís em 2014; vista panorâmica da Praia do Morro; Tigrão do Posto Dino; Praia da Bacutia; Areia preta
Hino
Gentílicoguarapariense[1]
Localização de Guarapari no Espírito Santo
Localização de Guarapari no Espírito Santo
Localização de Guarapari no Espírito Santo
Guarapari está localizado em: Brasil
Guarapari
Localização de Guarapari no Brasil
Mapa
Mapa de Guarapari
Coordenadas: 20° 39′ 28″ S, 40° 30′ 39″ O
PaísBrasil
Unidade federativaEspírito Santo
Região metropolitanaGrande Vitória
Municípios limítrofesNorte: Viana;
Nordeste: Vila Velha;
Noroeste: Marechal Floriano;
Oeste: Alfredo Chaves;
Sul: Anchieta
Distância até a capital52 km[2]
Fundação19 de setembro de 1891 (134 anos)[3]
Distritos
Lista
Governo
  Prefeito(a)Rodrigo Lemos Borges[1] (Republicanos, 2025–2028)
Área
  Total [1]589,825 km²
  Urbana (IBGE/2019) [1]32,63 km²
População
  Total (Censo IBGE/2022) [1]124 656 hab.
  PosiçãoES: 7º
  Estimativa (IBGE/2025)136 311 hab.
Densidade211,3 hab./km²
Climatropical quente superúmido (Aw)[5]
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010) [6]0,731 alto
PIB (IBGE/2023) [7]R$ 3 391 094,56 mil
  Per capita (IBGE/2023)R$ 27 203,62
Sítiowww.guarapari.es.gov.br (Prefeitura)
www.cmg.es.gov.br (Câmara)

Guarapari é um município brasileiro no litoral do estado do Espírito Santo, Região Sudeste do país. Localiza-se na Região Metropolitana de Vitória,[8] estando situado a cerca de 50 km a sul da capital capixaba. Ocupa uma área de aproximadamente 590 km², sendo que 33 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 136 311 habitantes em julho de 2025, sendo então o sétimo mais populoso do estado.

Guarapari é um destino turístico popular, sendo conhecido por suas praias, como a de Meaípe, famosa pelo alto nível de radioatividade natural de sua areia e suas qualidades terapêuticas.[9][10][11]

Topônimo

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Ver também: Topônimos de origem tupi no Brasil

Uma explicação tradicional relaciona o topônimo "Guarapari" a termos de origem tupi. Segundo a Prefeitura Municipal de Guarapari, "guará" se refere ao guará-vermelho, ave de plumagem avermelhada, enquanto "pari" designa uma armadilha feita de galhos ou cipós, usada para capturar peixes ou pequenas aves nos mangues.[12]

A forma "Guaraparim" aparece como grafia antiga do nome. De acordo com o historiador Fernando Achiamé, citado em reportagem de A Gazeta, uma das traduções aceitas para o nome seria "armadilha para pegar guará".[13]

História

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Antes da colonização

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Fachada da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII.

Por volta do ano 1000, os índios que ocupavam o litoral sul do atual estado do Espírito Santo foram expulsos para o interior do continente devido à invasão de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros exploradores europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos tupis: os temiminós.[14]

Em 1585, o padre jesuíta José de Anchieta fundou uma missão jesuíta para catequizar os índios da região: a aldeia do Rio Verde ou aldeia de Santa Maria de Guaraparim. A aldeia possuía um convento e uma igreja dedicada a santa Ana. Para a sua inauguração, Anchieta compôs o Auto Tupi. Em 1677, foi construída a igreja de Nossa Senhora da Conceição. Em 1679, a aldeia de Guaraparim foi elevada à categoria de vila. Em 1835, foi criada a comarca de Guarapari. Em 1878, passou à condição de município. Em 1891, adquiriu o status de cidade.

Visita de Dom Pedro II

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No ano de 1860, a Vila de Guarapari teve a honra de receber a visita do Imperador do Brasil, D. Pedro II. Nesta ocasião, ele teve a oportunidade de ver uma população bastante expressiva, entre 1.000 a 1.200 habitantes. Visitou uma escola com 41 alunos matriculados em papel solto e comentou: “... a letra do professor é boa, nada de gramático...”. Visitou também o estaleiro de construção naval, o cultivo do café e gêneros alimentícios. Se a imperatriz tivesse descido em terra, as peritas bordadeiras da vila não perderiam a ocasião de lhes mostrar as suas famosas e delicadas rendas de bilros, um trabalho de paciência e de muita beleza.[15]

Dias atuais

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No final do século XIX, colonos europeus (italianos, em sua maioria, que aportaram no rio Benevente) se instalaram no interior do município, fundando as localidades de Todos os Santos e Rio Calçado, entre outras. A principal atividade econômica dessas famílias era o café, além do plantio que faziam para a própria subsistência. Em 1948, teve instalada a sua câmara[16]. Em meados dos anos 1960 e 1970, Guarapari tornou-se nacionalmente famosa em decorrência das propriedades pretensamente medicinais de suas areias monazíticas. Por este motivo, houve uma onda turística crescente em torno da cidade.

Geografia

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Rio Jabuti visto da Rodovia do Sol na zona rural do município

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[17] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória.[18] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Guarapari, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.[19]

A cidade, assim como toda a região central do Espírito Santo, possui vários afloramentos graníticos e muitas enseadas e baías protegidas. A sede da cidade é a nível do mar, mas, graças à proximidade com a região serrana do estado, alguns distritos da cidade chegam a mil metros de altitude.

Os principais mananciais que compõem a rede hidrográfica de Guarapari são os rios Jabuti, Perocão e Una, que deságuam no oceano Atlântico. Entretanto, a área do município possui diversos cursos hídricos de porte menor que vertem para esses leitos principais.[20]

O clima guarapariense é caracterizado como tropical quente superúmido (tipo Aw segundo Köppen),[21][22] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual em torno dos 24,4 °C, tendo invernos amenos e verões chuvosos com temperaturas altas. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 27 °C, sendo a média máxima de 32 °C e a mínima de 23 °C. E o mês mais frio, junho, possui média de 22 °C, sendo 26 °C e 18 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[22] O índice pluviométrico é de aproximadamente 1 084 mm, sendo agosto o mês mais seco e dezembro o mais chuvoso.[22]

Dados climatológicos para Guarapari
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,5 31,4 29,8 28,3 27,2 26,3 26,7 26,9 27,4 28,3 29,5 28,9 28,5
Temperatura média (°C) 27,3 27,1 25,8 24,2 22,9 22 22,3 22,8 23,6 24,6 25,6 25 24,4
Temperatura mínima média (°C) 23,1 22,9 21,9 20,2 18,7 17,8 18 18,7 19,9 21 21,8 21,1 20,4
Precipitação (mm) 121 70 94 88 66 47 56 44 64 107 158 169 1 084
Fonte: Climate-Data.org[22]

Ecologia e meio ambiente

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Radioatividade natural
Lagoa de Caraís no Parque Estadual Paulo César Vinha.

As praias de Guarapari são famosas por possuírem um nível alto de radioatividade natural, proveniente das chamadas areias monazíticas, ricas nos elementos urânio e tório.[23] Em alguns pontos das praias foram registradas leituras de até 20μSv/h (175 mSv por ano),[24][25] uma dose equivalente à que seria recebida ao se tirar uma radiografia de tórax a cada cinco horas.[26] Na cidade os níveis de radiação são muito inferiores; um estudo realizado com 320 habitantes encontrou uma dose média de 0.6 µSv/h, ou 5.2 mSv por ano.[27] Estudos recentes revelaram efeitos benéficos à saúde para a medida de radiação da cidade de Guarapari. Em um levantamento sobre o câncer de mama, Guarapari apresentou uma taxa de duas mulheres para cada cem mil, enquanto o índice em outros município foi de 178 e 148 para cada cem mil, nos municípios de Linhares e Colatina, respectivamente. [28]

Situado no extremo norte do município, na faixa litorânea, o parque possui 1 500 hectares de área, protegendo o ecossistema restinga, uma rica flora composta por orquídeas, bromélias, clúsias e outras espécies típicas de restinga. Conta com uma fauna variada: de pererecas endêmicas a saguis-da-cara-branca, cutias, jiboias, quatis, tamanduás, jacarés, macacos e veados. Possui três lagoas de águas avermelhadas, mas somente uma, a Lagoa de Caraís, é aberta a visitação. O parque possui, também, duas trilhas para visitação:

  • Trilha da Clúsia - trilha que possibilita ao visitante um contato mais intimo com a natureza, da uma impressão que está dentre uma mata fechada.
  • Trilha da Restinga - uma trilha relativamente maior, com grau de dificuldade fácil. Leva o turista até a Lagoa de Caraís. Possui 1,5 quilômetros de extensão.

O Parque Paulo César Vinha recebeu esse nome Paulo César Vinha em homenagem ao biólogo Paulo C. Vinha, assassinado cruelmente nos limites do parque enquanto fazia um levantamento fotográfico sobre líquens e fungos. Sua sede fica próxima ao bairro de Setiba, onde conta com guardas e uma estrutura básica de apoio ao turista.

Parque Natural Municipal Morro da Pescaria

Situado ao final da Praia do Morro, esse é o Parque mais visitado no Espírito Santo. É um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Unesco).

Demografia

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Crescimento populacional
CensoPop.
18723 188
18905 31066,6%
19007 14934,6%
192010 90452,5%
194011 2563,2%
195012 3509,7%
196015 18422,9%
197024 10558,8%
198038 50059,7%
199161 71960,3%
200088 40043,2%
2010105 28619,1%
2022124 65618,4%
Est. 2025136 311­9,3%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[29]

Em 2022, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 124.656 pessoas, sendo o sétimo mais populoso do estado, apresentando uma densidade populacional de 211,34 habitantes por km²[30]. Segundo o Censo 2022, 60.685 pessoas eram homens e 63.971 pessoas eram mulheres. Pelo mesmo censo, 118.113 pessoas viviam na zona urbana e 6.543 na zona rural[31].

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Guarapari é considerado alto, com o valor de 0,731, segundo dados de 2010. Sendo décimo maior de todo o estado do Espírito Santo. Isso significa que o município se encontra em uma faixa de desenvolvimento humano elevada, com base nos indicadores de educação, renda e longevidade.

Religião

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No censo 2022, a maioria da população se declarou católico com 51.060 pessoas, seguida pelos evangélicos com 37.119 pessoas. Uma parcela menor se identifica como espírita com 6.362 pessoas e os sem religiões são 14.262 pessoas.

Mapa de Guarapari

No mesmo censo de 2022, a população de Guarapari era formada por 45.864 brancos (36,8%), 13.514 pretos (10,8%), 64.841 pardos (52%, o que são maior grupo do município), 296 indígenas e 140 amarelos.

Infraestrutura

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Guarapari é classificada pelo IBGE como uma cidade de porte médio. Conhecida pelo apelido de "Cidade Saúde", vive atualmente um período de significativa transformação estrutural. Como um dos principais polos turísticos do Espírito Santo, o município busca equilibrar a intensa demanda da alta temporada com as necessidades de infraestrutura básica de seus moradores.

A infraestrutura social do município recebeu investimentos essenciais para acompanhar o crescimento populacional. Entre as obras mais emblemáticas, destaca-se o hospital, projetado para ser referência regional e reduzir a dependência da Grande Vitória em atendimentos de alta complexidade. A gestão conta com o apoio estadual para assegurar a disponibilização de equipamentos de última geração.

Política

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No século XIX, especialmente após a Independência do Brasil em 1822, Guarapari começou a desenvolver uma identidade político-administrativa mais definida. A elevação à categoria de vila trouxe a instalação da Câmara Municipal, órgão fundamental na organização política local, responsável por legislar, administrar e representar os interesses da população.

Nesse período, o sistema político era marcado pelo voto censitário e pela forte presença das elites agrárias, que exerciam grande influência nas decisões públicas. Com a Proclamação da República em 1889, ocorreram mudanças significativas na estrutura política, com a adoção do federalismo e maior autonomia para os municípios, embora o coronelismo tenha continuado a exercer papel relevante na dinâmica política local durante as primeiras décadas republicanas.

Guarapari passou a contar com maior autonomia administrativa, financeira e legislativa. O fortalecimento do poder local possibilitou avanços na participação popular, por meio de conselhos municipais e instrumentos de gestão democrática. A administração municipal passou a enfrentar desafios relacionados ao crescimento populacional, à preservação ambiental, especialmente devido às suas praias e áreas de restinga — e à necessidade de equilibrar o desenvolvimento turístico com a sustentabilidade.

Gestão atual

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Prefeito(a) e vice-prefeito(a) em Guarapari
Rodrigo Borges
Tatiana Perim

Símbolo municipal

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Descrição de armas

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Brasão municipal

O Brasão de Armas do Município de Guarapari reflete a rica história e cultura local, combinando elementos naturais, históricos e simbólicos que representam a identidade da cidade. Desenvolvido com inspiração em tendências históricas e contemporâneas, o brasão é composto por diversos elementos que contam a história e destacam os atributos únicos do município.[33]

Descrição dos símbolos

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O brasão adota o formato de escudo português flamenco-ibérico, com uma parte superior reta e inferior arredondada, remetendo à origem lusitana e colonizadora, fundamental na formação da identidade brasileira.

Seu design é composto pelos seguintes elementos principais:

Figuras naturais

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  • Vegetação de Mangue: Ilustrada no lado direito do escudo, com espécies típicas como o mangue vermelho (Rhizophora mangle) e o mangue branco (Laguncularia racemosa), destacando a riqueza ecológica de Guarapari.[33]
  • Mar e Praias: Representados no lado esquerdo e inferior do escudo, com destaque para a famosa Praia do Morro e o Morro da Pescaria, em tons naturais e verde.
  • O Guará: Um elemento cultural de destaque no topo do escudo, simbolizando a conexão com a fauna local.
  • Raízes de Mangue: No contra-chefe, são mostradas raízes aéreas e respiratórias, junto ao encontro das faixas de mar e areia, reforçando a relação do município com seu ecossistema costeiro.

Posicionada acima do escudo, possui cinco torres visíveis, em prata, com portões e janelas em sable (preto), simbolizando o status de Guarapari como município brasileiro que não é capital.

  • Ramo de Café: À direita, representando a força econômica da agricultura.
  • Folhas e Frutos de Bananeira: À esquerda, simbolizando o interior do município. Os dois suportes cruzam-se em aspa sob o escudo.
Pedro Caetano em 1957. Arquivo Nacional

O hino de Guarapari, conhecido como "Valsa de Pedro Caetano," possui uma história rica e envolvente. Composta em 1951 por Pedro Caetano, um renomado músico e compositor, a obra foi criada durante uma visita à cidade juntamente com sua esposa, Rosário Provedel Caetano. A beleza natural de Guarapari serviu de inspiração para Pedro, que compôs a valsa como uma homenagem à cidade.

Esta valsa, que foi gravada pelo cantor Nuno Roland, rapidamente se popularizou, tornando-se uma melodia emblemática e apreciada pelos habitantes de Guarapari. A composição reflete a paixão e admiração de Pedro pela cidade, capturando a essência de sua visita. A união entre Pedro e Rosário e a experiência vivida em Guarapari resultaram na criação de uma das melodias mais icônicas e valorizadas da região.

Hino / Valsa de Guarapari

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"Quer viver o sonho lindo

Que eu vivi?

Vá viver a maravilha

De Guarapari

Um recanto que os poetas

E os violões

Não conseguem descrever

Nas mais lindas canções

Pelas suas noites claras,

A lua serena

Vem brindar os namorados

Na areia morena.

Ninguém poderá sonhar

Nem viver o que eu vivi

Longe desta maravilha

Que se chama Guarapari"

Transporte

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Rodoviário

Guarapari dispõe de uma rodoviária, as margens da BR-101 na entrada de Guarapari, conhecido como Rodoshopping Guarapari, tendo linhas intermunicipais e interestaduais para diversos pontos do Espírito Santo e algumas cidades do Brasil.

Urbano

Guarapari possui de transporte público operado pela empresa Expresso Lorenzutti com linhas urbanas em toda a zona urbana e alguns distritos da cidade. No extremo norte do município, o Sistema Transcol atende os bairros Trevo de Setiba, Village do Sol e Recanto da Sereia.

Em março de 2026, o município contará com a ampliação do Sistema Transcol, que passará a operar com duas linhas, atendendo a cidade e expandindo-se para a área urbana. A linha que liga o terminal de Itaparica a Muquiçaba beneficiará os moradores do bairro Muquiçaba e regiões adjacentes. Esta nova rota, uma antiga demanda da comunidade, reforçará a integração da mobilidade com a Região Metropolitana da Grande Vitória.[34]

Jogadores de Guarapari Esporte Clube em 1987.

No futebol estadual, a cidade é representado pelo Guarapari Esporte Clube. Atualmente está em estado de licenciado, porém a equipe foi campeã do Campeonato Capixaba de 1987, vencendo a equipe Estrela do Norte de Cachoeiro na final.

O estádio da cidade Davino Mattos possuía com condições para receber partidas de futebol local. Após anos de imbróglios judiciais e estado de abandono, foi demolida para construção de um Shopping em 2020.[35]

Turismo e lazer

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Culinária

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Dentre todos os atrativos turísticos de Guarapari, a culinária capixaba merece uma atenção especial. Dos vários pratos baseados em frutos do mar, destacam-se a moqueca capixaba, a torta capixaba, a muma de siri e a caranguejada.

Famosa internacionalmente, a moqueca capixaba é o prato mais conhecido da culinária do Espírito Santo. O nome "moqueca" designa um estilo de preparar o alimento que consiste no cozimento sem água apenas com os vegetais e frutos do mar. Ao contrário da moqueca baiana, a capixaba não leva azeite de dendê e nem leite de coco.

Logo em seguida, vem a torta capixaba, preparada com vários frutos do mar, como siri desfiado, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito. É prato tradicionalmente consumido durante a Semana Santa em algumas casas capixabas.

Praia do Morro durante alta temporada em 2017.
Setiba, em Guarapari
Prainha em Setiba

Guarapari é um dos principais destinos turísticos do Espírito Santo, conhecida por seu litoral, suas praias urbanas e áreas naturais. Segundo a Prefeitura Municipal, o município possui mais de 50 praias, incluindo locais como a Praia do Morro, a Praia da Areia Preta, Meaípe, Setiba, Enseada Azul e outras praias distribuídas ao longo da costa.[36]

O portal oficial de turismo do Espírito Santo destaca Guarapari como destino de praia e mar, com praias, ilhas, lagoas e áreas de preservação ambiental. Entre os atrativos citados estão Praia do Morro, Meaípe, Enseada Azul, Bacutia, Peracanga e Setiba.[37]

Além das praias, o município é associado a atividades como passeios de barco, mergulho, turismo gastronômico e visitação a áreas naturais, especialmente durante a alta temporada.

Três Praias

Conjunto de pequenas praias separadas por rochedos, praticamente sem ondas, com areia fina e escura. A água é esverdeada e transparente, boa para mergulho e pesca submarina. Possui um extensa área de lazer, sombreada por árvores e coqueiros. O acesso é feito de carro ou a pé, e não é preciso pagar. Há estacionamento mas são proibidas as práticas de camping e uso de churrasqueiras.

Santa Mônica

Praia com areias amarronzadas e ondas fracas. Os condomínios que a rodeiam funcionam como clubes de férias.

Praia de Setiba Pina (ou Setibão) e Setiba

Localizadas 10 quilômetros ao norte da Município Saúde, destacam-se pelas águas azuladas e transparentes. A primeira é a preferida dos surfistas, tem faixa de areia inclinada e castanheiras. Liga-se por uma estrada de terra à praia de Setiba, que tem águas calmas e boas para a pesca. Uma ilhota de formação rochosa separa as duas principais praias de Setiba.

Praia das Virtudes

Ganhou este nome por ser a praia preferida das freiras. Localizada no centro de Guarapari, é cercada por edifícios de alto padrão. Tem água esverdeada e areia clara e fofa. Paredões de pedra contornam a praia dos dois lados.

Praia d'Ulé

Esta praia fica no extremo norte do município e parte de sua área pertence ao Parque Estadual Paulo César Vinha. Tem ondas grandes e areia fofa. É geralmente frequentada por turistas e por surfistas. Foi renomeada há pouco tempo por um morador que possui um bar em suas proximidades e, para dar maior conhecimento ao seu estabelecimento, passou a chamá-la de Praia da Sereia (seu bar: Sereia's Bar). Como isso foi aceito, ele mandou construir um monumento em forma de sereia na beira da praia, para atrair mais turistas.

O nome Ulé dado à praia foi em homenagem a um cientista estrangeiro pesquisador de restingas que por ali passou e identificou a formação dunar ali existente há muitas décadas atrás.

Praia do Riacho

Com ondas fortes, areia clara, grossa e solta, é pouco frequentada e boa para a pesca. Seus 5,5 quilômetros de extensão foram urbanizados e iluminados recentemente.

Prainha ou Praia de Muquiçaba

Pequena enseada com mar tranquilo e areia escura. Serve de ancoradouro natural para os barcos de pesca. Não é indicada ao banho.

Praia dos Padres

Faz parte do complexo da Enseada Azul, mas fica escondida atrás de um morro coberto por uma mata. O acesso é feito por uma trilha, a partir da praia da Bacutia. Com apenas 50 metros de extensão, tem águas verdes e ondas fortes. O dono do terreno em frente à praia cobra pelo estacionamento.

Praia do Morro

Com quase três quilômetros de extensão, esta é uma das maiores praias de Guarapari. Do lado direito, as ondas são fortes, boas para o surfe, do lado esquerdo as águas são calmas. A areia é clara, fina e solta. A vida noturna é movimentada durante todo o verão. O turista encontra bares com música ao vivo, restaurantes e quiosques.

Praia dos Padres
Orla da Praia do Morro
Praia das Castanheiras
Praia de Meaípe
Praia da Areia Preta

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Praia dos Namorados, das Castanheiras e do Meio

O conjunto formado por estas praias é um dos principais cartões postais de Guarapari. Com faixas rajadas de marrom e amarelo de areia monazítica, pedras enormes intercalam-se com arrecifes, formando piscinas naturais. Durante a maré baixa, as crianças podem observar os peixes que ficam nestas piscinas. A água é transparente e tranquila. Na "pedra da Paquera", na ponta da praia do Meio, localiza-se o Clube Siribeira. Os turistas desfilam no largo calçadão sombreado pelas castanheiras.

Praia da Fonte

Com águas calmas, é ideal para crianças. Entretanto, o acesso é difícil devido às construções particulares feitas ao redor da praia. Possui uma estrutura de cimento conhecida como "trampolim", de onde se pode pular para a água. Apresenta uma grande biodiversidade marítima, com aparição de grande número de tartarugas. Durante a tarde, é possível se avistarem tartarugas bem de perto.

Perocão

Este é um reduto de pescadores artesanais. Do pequeno porto pesqueiro, partem barcos para passeios nas Três Ilhas. Escondida por um recanto de pedras, fica a praia do Boião, com mar aberto ao fundo, que forma piscinas naturais na maré baixa. Seguindo pelas pedras, em direção às Três Praias, está a Praia do Morcego, um paraíso escondido formado por uma pequena faixa de areia cercada por pedras, vegetação e mar. Um espaço ideal para quem busca tranquilidade e belas paisagens.

Enseada Azul

Formada pelas praias de Guaibura, Bacutia e Mucumã, interligadas por areias brancas e finas. A área próxima à praia foi loteada e ganhou um bairro com casas de veraneio: Nova Guarapari. O costão rochoso do lado direito foi ocupado irregularmente, mas ainda é possível fazer passeios na área. Deste lado da praia, o mar é calmo e as águas formam um espelho esverdeado. No lado oposto, existe um mirante no alto de um morro. A água é tão cristalina que é possível se mergulhar a 8 metros de profundidade e encontrar o cargueiro alemão que naufragou em 1942 a 300 metros da areia.

Praia da Cerca

Com apenas 350 metros, possui areia amarela e ondas boas para surfe. A ocupação imobiliária começou há poucos anos. Localiza-se logo após o morro da Pescaria, que a separa da Praia do Morro. Ao seu lado, de acesso através de uma trilha feita pelas pedras, está a Praia do Carlito: praia pequena, de areia grossa e muito frequentada por surfistas devido a suas ondas. Dá acesso às Três Praias.

Praia de Meaípe

Esta aldeia de pescadores é, hoje, um dos lugares mais badalados do Estado. A 6 quilômetros do centro do município, com acesso pela Rodovia do Sol (ES-60), esta praia já foi considerada uma das dez mais bonitas do Brasil pela Revista Quatro Rodas. As ondas são fracas e a areia grossa é contornada por castanheiras. Lugar bom para se passar as férias, Meaípe tem "barraquinhas" na beira das praias, onde você encontra vários petiscos para passar uma perfeita estadia na praia.Point dos modismos de verão, a vida noturna é agitada. Os restaurantes do local preparam os melhores frutos do mar do município. As mulheres do vilarejo, em sua maioria esposas de pescador, fazem as rendas de bilro, artesanato característico do município. Panos, caminhos de mesa, golas, rendas de metro em bico e entremeios são produzidos por encomenda. Os trabalhos estão expostos na Casa das Rendeiras, na orla marítima de Meaípe.

Praia da Areia Preta

Com faixas douradas e escuras, esta é a principal praia de areia monazítica de Guarapari. Além dos idosos que se enterram nas areias em busca de suas propriedades medicinais, muitos jovens frequentam o local. É pequena, com apenas 200 metros de extensão, e tem ondas fortes. Uma trilha sobre as pedras, no lado direito, leva à prainha das Pelotas, aos pés de uma falésia.

Aldeia da Praia

Conjunto de praias calmas, de areia branca, que ficam entre rochedos. Como foram ocupadas por lindas casas, o condomínio se torna fechado. Tornaram-se, praticamente, praias particulares. O acesso é difícil. Para chegar ao local, os aventureiros podem seguir pelas pedras da Praia da Cerca.

Praia do Sol

Como a região é de difícil acesso, esta praia de 5 quilômetros de extensão é praticamente deserta. Fica 19 quilômetros ao Norte do Centro de Guarapari. As ondas são fortes e a areia é clara. Também faz parte do Parque Paulo César Vinha.

Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Guarapari». Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
  2. Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) (2022). «Extensões rodoviárias entre municípios por rodovias estaduais e/ou federais pavimentadas» (PDF). Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 3 de março de 2025
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «História - Guarapari». Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2022). «Unidades territoriais do nível Distrito - Guarapari». Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil - Climas». Biblioteca IBGE. Consultado em 10 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2013
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 29 de julho de 2013. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014
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