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Virodamina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Virodamina
Nomes
Nome IUPAC 2-aminoetil (5Z,8Z,11Z,14Z)-icosa-5,8,11,14-tetraenoato
Outros nomes O-araquidonoiletanolamina; O-AEA
Virodamina
Identificadores
Número CAS 287937-12-6
PubChem 5712057
ChemSpider 4650158
SMILES
 
  • O=C(OCCN)CCC\C=C/C\C=C/C\C=C/C\C=C/CCCCC
InChI
 
  • InChI=1/C22H37NO2/c1-2-3-4-5-6-7-8-9-10-11-12-13-14-15-16-17-18-19-22(24)25-21-20-23/h6-7,9-10,12-13,15-16H,2-5,8,11,14,17-21,23H2,1H3/b7-6-,10-9-,13-12-,16-15-
    Key:DLHLOYYQQGSXCC-DOFZRALJBB
Virodamina
Propriedades
Fórmula química C22H37NO2
Massa molar 347,53468 g/mol
Página de dados suplementares
Estrutura e propriedades n, εr, etc.
Dados termodinâmicos Phase behaviour
Solid, liquid, gas
Dados espectrais UV, IV, RMN, EM
Exceto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições normais de temperatura e pressão.

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

A virodamina (O-araquidonoiletanolamina; O-AEA) é um endocanabinoide e um eicosanoide não clássico, derivado do ácido araquidônico. A O-araquidonoiletanolamina é formada por ácido araquidônico e etanolamina unidos por uma ligação éster, o inverso da ligação amida encontrada na anandamida. Com base nessa orientação oposta, a molécula recebeu o nome virodamina a partir da palavra em sânscrito virodha, que significa oposição.[1]

A virodamina atua como antagonista do receptor CB1[2] e como agonista do receptor CB2. As concentrações de virodamina no hipocampo humano são semelhantes às da anandamida, mas são de duas a nove vezes mais altas em tecidos periféricos que expressam CB2. A virodamina reduz a temperatura corporal em camundongos, demonstrando atividade canabinoide in vivo.[1] Também foi demonstrado que a virodamina ativa plaquetas em sangue total e em plasma, embora esse efeito não seja causado pela própria virodamina, mas por sua clivagem enzimática em ácido araquidônico, que então é convertido em tromboxano A2.[3]

Ver também

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Referências

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  1. 1 2 Porter, A. C.; Sauer, J. M.; Knierman, M. D.; Becker, G. W.; Berna, M. J.; Bao, J.; Nomikos, G. G.; Carter, P.; Bymaster, F. P. (2002). «Characterization of a novel endocannabinoid, virodhamine, with antagonist activity at the CB1 receptor» [Caracterização de um novo endocanabinoide, a virodamina, com atividade antagonista no receptor CB1]. Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics (em inglês). 301 (3): 1020–1024. PMID 12023533. doi:10.1124/jpet.301.3.1020. Consultado em 31 de outubro de 2007. Arquivado do original em 10 de janeiro de 2008
  2. Steffens, Marc; Zentner, Josef; Honegger, Jurgen; Feuerstein, Thomas J. (2005). «Binding affinity and agonist activity of putative endogenous cannabinoids at the human neocortical CB1 receptor» [Afinidade de ligação e atividade agonista de supostos canabinoides endógenos no receptor CB1 neocortical humano]. Elsevier. Biochemical Pharmacology (em inglês). 69 (1): 169–178. doi:10.1016/j.bcp.2004.08.033. Consultado em 15 de julho de 2025
  3. Brantl, S. Annette; Khandoga, Anna L.; Siess, Wolfgang (2014). «Mechanism of platelet activation induced by endocannabinoids in blood and plasma» [Mecanismo de ativação plaquetária induzida por endocanabinoides no sangue e no plasma]. Taylor & Francis. Platelets (em inglês). 25 (3): 151–161. doi:10.3109/09537104.2013.803530. Consultado em 15 de julho de 2025