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Fonte documental

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Fonte documental é a origem de uma informação, especialmente para fins de investigação, quer seja em jornalismo, historiografia ou produção de literatura acadêmica em geral. Em determinados contextos, os termos autor e fonte são sinônimos. Na historiografia, especificamente, há o termo documento histórico, como são chamadas tais fontes.

A fonte documental é matéria prima para o historiador. Há um jargão na disciplina História de que, sem documento, não há História. Ela é fundamental para a pesquisa e o estudo da História, podendo ser definida como qualquer base de conhecimento que demonstre algum acontecimento ou fato. A fonte documental pode ser dividida em quatro tipos: escritas (que podem ser manuscritas ou impressas), iconográficas (que abrange toda fonte visual), orais (como entrevistas) e materiais (vestígios materiais que resistiram ao tempo).[1]

As fontes documentais podem ser primárias, secundárias, ou terciárias.

Fonte primária

Ver artigo principal: Fonte primária

Uma fonte primária em historiografia é um documento ou qualquer fonte cuja origem remonta, grosso modo, à época que se está pesquisando, frequentemente produzida pelas próprias pessoas estudadas. São exemplos comuns de fontes primárias:

  • Correspondências e diários.
  • Inventários e testamentos, processos cíveis e processos crimes.
  • Listas nominativas, matrículas de classificação de escravos, listas de qualificação de votantes, documentos sobre imigração e núcleos coloniais, matrículas e frequências de alunos, documentos de polícia, documentos sobre obras públicas e documentos sobre terras.[2]
  • Assentos de registros públicos (registos cartoriais, como livros de notas e registos civis) ou privados (civis, imobiliários, censitários, financeiros, paroquiais etc.).
  • periódicos.
  • Textos literários e narrativos.

Fonte secundária

Ver artigo principal: Fonte secundária

Uma fonte secundária consiste em todo trabalho que se baseia em outro, este sendo a fonte original ou primária. Tem como característica o fato de não produzir uma informação original, mas sobre ela trabalhar, procedendo a análise, ampliação, comparação, etc.

A fonte secundária compõe-se de elementos derivados das obras originais, refere-se a trabalhos escritos com o objetivo de analisar e interpretar fontes primárias e, normalmente, com o auxílio e consulta de outras obras consideradas, também, fontes secundárias.

A Historiografia considera fontes secundárias todos os escritos não contemporâneos aos fatos que narra.

A maioria dos trabalhos acadêmicos hoje publicados são fontes secundárias ou mesmo terciárias. Uma fonte secundária ideal geralmente é caracterizada por reportar dados oriundos de fontes primárias, bem como por analisar, interpretar e avaliar os eventos que são objeto de estudo.

Fonte terciária

Ver artigo principal: Fonte terciária

Uma fonte terciária é uma seleção e compilação de fontes primárias (material original sobre alguma informação) e secundárias (comentários, análises e crítica baseados nas fontes primárias). Enquanto a diferenciação entre as fontes primária e secundária é essencial na historiografia, a distinção entre estas e as fontes terciárias é mais superficial.

Exemplos típicos de fontes terciárias são as bibliografias, listas de leituras e artigos sobre pesquisas. As enciclopédias e manuais de instrução são exemplos de peças que reúnem tanto fontes secundárias como terciárias, apresentando por um lado comentários e análises, e por outro tratando de proporcionar uma visão resumida do material disponível sobre a matéria.

Fonte Documental e Arquivologia

De acordo com o Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (2005), a fonte documental é definida como uma unidade de registro de informações fixada em suporte físico ou digital. Para o historiador, a classificação dessas fontes ocorre por gênero, distinguindo a natureza do registro: o iconográfico abrange imagens fixas, o textual foca em escritos como cartas, o cartográfico em mapas e o audiovisual em filmes[3].

Além da forma, a fonte é analisada pelo seu tipo documental, que reflete a atividade específica que a gerou originalmente. A terminologia estabelece que documentos podem ter valor primário (administrativo) ou valor permanente (histórico), sendo este último o que justifica sua guarda definitiva em arquivos. Assim, a precisão técnica assegura a autenticidade e a interpretação correta do objeto de estudo na pesquisa histórica.[3]

Referências

  1. Alves, Ana Elizabeth; Silva, Lígia Maria. «Fontes Históricas Documentais e os Estudos Sobre o Trabalho e a Educação» (PDF). Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 29 de maio de 2026
  2. Barcellar, Carlos (2008). «Uso e mau uso dos arquivos» (PDF). Consultado em 29 de maio de 2026. Cópia arquivada (PDF) em 29 de maio de 2026
  3. 1 2 conteudo/publicacoes/dicionrio_de_terminologia_arquivistica.pdf «Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivista» Verifique valor |url= (ajuda) (PDF). 2005. Consultado em 29 de maio de 2026

Ligações externas

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