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Ródio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ródio, 45Rh
O Ródio em três diferentes formas: 1g em pó, 1g em cilindro, 1g soldado refundido.
Aparência
branco prateado metálico
Ródio na tabela periódica
RutênioRódioPaládio

Co

 
 
45
Rh
 
               
               
                                   
                                   
                                                               
                                                               
Rh
Ir

Número atómico (Z)45
SérieMetal de transição
Grupo9 (VIIIB)
Período5
Blocod
Propriedades atómicas
Eletronegatividade (Pauling)2,28
Massa atómica102,90550 u
Raio atómico (calculado)134 pm
Raio covalente142±7 pm
Configuração electrónica[Kr] 5s1 4d8
Elétrons (por nível de energia)2, 8, 18, 16, 1 (ver imagem)
Estado(s) de oxidação6, 5, 4, 3, 2, 1, -1 (óxido anfótero)
Propriedades físicas
Estado em CPTPsólido
Ponto de fusão2237 K
Ponto de ebulição3968 K
Densidade, dureza12450 kg/m3, 6,0
Entalpia de fusão21,5 kJ/mol
Entalpia de vaporização493 kJ/mol
Pressão de vapor1 Pa a 2288 K
Outras propriedades
Estrutura cristalinacúbico de faces centradas
Calor específico242 J/(kg·K)
Condutividade térmica150 W/(m·K)
Velocidade do som4700 m/s a 20 °C
Número CAS7440-16-6
1.º Potencial de ionização719,7 kJ/mol
2.º Potencial de ionização1740 kJ/mol
3.º Potencial de ionização2997 kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso AN Meia-vida MD Ed PD
MeV
99Rhsintético16,1 dε
γ


-
0,089
0,353
0,528
99Ru
-


101mRhsintético4,34 dε
IT
γ
-

0,157
0,306
0,545
101Ru
101Rh
-
101Rhsintético3,3 aε
γ


-
0,127
0,198
0,325
101Ru
-

102mRhsintético2,9 aε
γ



-
0,475
0,631
0,697
1,046
102Ru
-


102Rhsintético207 dε
β+

β
γ
-
0,826
1,301
1,151
0,475
0,628
102Ru
102Ru

102Pd
-
103Rh100%estável com 58 neutrões
105Rhsintético35,36 hβ

γ
0,247
0,260
0,566
0,306
0,318
105Pd


-
Unidades do SI & CNTP, salvo indicação contrária.

O ródio é um elemento químico de símbolo Rh de número atômico 45 (45 prótons e 45 elétrons) e de massa atômica igual a 102,9 u. À temperatura ambiente, o ródio encontra-se no estado sólido.

Está situado no grupo 9 da Classificação Periódica dos Elementos. É um metal de transição, pouco abundante, do grupo da platina. É encontrado normalmente em minas de platina e é empregado como catalisador e em ligas de alta resistência com a platina. Foi descoberto em 1803 por William Hyde Wollaston.

Características principais

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O ródio é um metal dúctil de coloração branco prateado, sendo um ótimo refletor de luz. Não é atacado pelos ácidos, porém dissolve-se em água régia ou ácido sulfúrico (H2SO4) concentrado e aquecido quando finalmente dividido. O Ródio apresenta um ponto de fusão maior que a platina e uma densidade menor.

Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3, 0 e -1.

Aplicações

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A principal aplicação deste elemento é como agente ligante para endurecer platina e paládio. Estas ligas são usadas em bobinas de fornos, buchas para a fabricação da fibra de vidro, componentes de termopares para elevadas temperaturas, eletrodos de ignição (velas) para aeronaves e cadinhos para laboratório.

Outros usos:

  • Como material de contato elétrico (conectores) devido a sua baixa resistência elétrica e elevada resistência a corrosão.
  • Revestimentos de ródio dissolido, obtidas por eletrodeposição ou evaporação, devido a elevada dureza e reflexão óptica são utilizados para a produção de instrumentos ópticos.
  • Este metal encontra uso para a produção de joias e objetos de decoração.
  • Também é utilizado em numerosos processos industriais como catalisador, como catalisador automotivo (conversor catalítico), e na carbonilação do metanol para a formação do ácido acético.

História

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Ródio (em grego: ῥόδον; romaniz.: rhodon que significa "rosa") foi descoberto em 1803 por William Hyde Wollaston,[1] logo após a descoberta do paládio.[2][3][4] Wollaston verificou a existência do elemento ródio, na Inglaterra, num minério não refinado de platina provavelmente proveniente da América do Sul.[5]

O procedimento adotado por Wollaston foi dissolver o minério em água régia,[6] neutralizando o ácido com hidróxido de sódio (NaOH). Precipitou a platina adicionando cloreto de amônio, NH4Cl, como cloroplatinato de amônio. O elemento paládio foi removido como cianeto de paládio após tratar a solução com cianeto de mercúrio. O material remanescente foi uma substância vermelha com cloreto de ródio, do qual isolou o ródio por redução com hidrogênio gasoso.

A primeira grande aplicação de ródio foi a galvanoplastia para fins decorativos e como revestimento resistente à corrosão.[7] A introdução do conversor catalítico de três vias pela empresa Volvo em 1976 aumentou a demanda por ródio. Os conversores catalíticos anteriores usavam platina ou paládio, enquanto o conversor catalítico de três vias usava ródio para reduzir a quantidade de NOx no escapamento.[8][9][10]

Ocorrência

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A extração industrial do ródio é complexa porque nos minérios é encontrado misturado com outros metais, tais como paládio, prata, platina e ouro. É encontrado em minérios de platina, e é obtido livre como metal inerte e branco de difícil fusão. As principais fontes deste elemento estão situadas nas areias dos rios dos montes Urais, na América do Norte e do Sul e também nas minas de cobresulfeto de níquel na região de Sudbury (Ontário). Apesar da quantidade em Sudbary seja muito pequena, a grande quantidade de níquel extraída torna rentável a obtenção do ródio como subproduto. Devido as pequenas quantidades de minérios de ródio a produção mundial é de apenas 7 a 8 toneladas anuais.

É também possível extrair o ródio de combustível nuclear queimado, que contém alguma quantidade deste metal. Os radioisótopos obtidos apresentam períodos de meia-vida de até 45 dias. Portanto, a venda do material com esta origem deve ser cuidadosa somente após verificação da não ocorrência de contaminações radioativas.

Isótopos

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O ródio apresenta um único isótopo natural: Rh-103. Os radioisótopos mais estáveis são Rh-101 com meia-vida de 3,3 anos, Rh-102 com uma meia-vida de 207 dias, e o Rh-99 com uma meia-vida de 16,1 dias. Outros vinte radioisótopos foram caracterizados com massas atômicas que variam de 92,926 u (Rh-93) até 116,925 u (Rh-117). A maioria destes apresentam períodos de meia-vida com menos de uma hora, exceto Rh-100 (20,8 horas) e Rh-105 (35,36 horas). Há também numerosos metaestáveis, sendo os mais estáveis o Rhm-102 (0,141 MeV) com uma meia-vida de aproximadamente 2,9 anos e o Rhm-101 (0,157 MeV) com uma meia-vida de 4,34 dias.

O principal modo de decaimento daqueles que apresentam massas abaixo do isótopo natural estável, Rh-103, é a captura eletrônica, e aqueles com massas maiores é a emissão beta. O principal produto do decaimento antes do Rh-103 é o rutênio e depois deste o paládio.

Ródio em joalheria

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O banho de ródio fornece uma camada de proteção à prata e a joias de ouro branco. Tal revestimento serve para ajudar a prevenir o aparecimento de manchas e arranhões nas joias. Um revestimento de ródio, no entanto, não é insensível aos efeitos do desgaste diário e aos materiais abrasivos. Para limitar o desgaste, deve-se evitar o uso das joias com banho de ródio quando se faz atividades de limpeza doméstica, jardinagem e outras atividades que pode destruir rapidamente o ródio. Quando gasta a camada de ródio o metal original fica exposto e assim, no caso do ouro branco, aparece a sua tonalidade ligeiramente amarela por baixo.[11]

Referências

  1. Wollaston, W. H. (1804). «On a New Metal, Found in Crude Platina». Philosophical Transactions of the Royal Society of London (em inglês). 94: 419–430. doi:10.1098/rstl.1804.0019Acessível livremente
  2. Griffith, W. P. (2003). «Rhodium and Palladium – Events Surrounding Its Discovery». Platinum Metals Review (em inglês). 47 (4): 175–183. doi:10.1595/003214003X474175183Acessível livremente
  3. Wollaston, W. H. (1805). «On the Discovery of Palladium; With Observations on Other Substances Found with Platina». Philosophical Transactions of the Royal Society of London (em inglês). 95: 316–330. doi:10.1098/rstl.1805.0024Acessível livremente
  4. Usselman, Melvyn (1978). «The Wollaston/Chenevix controversy over the elemental nature of palladium: A curious episode in the history of chemistry». Annals of Science (em inglês). 35 (6): 551–579. doi:10.1080/00033797800200431
  5. Lide, David R. (2004). CRC handbook of chemistry and physics: a ready-reference book of chemical and physical data. Boca Raton: CRC Press. pp. 4–26. ISBN 978-0-8493-0485-9
  6. Greenwood, Norman N.; Earnshaw, Alan (1997). Chemistry of the Elements (em inglês) 2ª ed. [S.l.]: Butterworth-Heinemann. ISBN 978-0-08-037941-8
  7. Kushner, Joseph B. (1940). «Modern rhodium plating». Metals and Alloys (em inglês). 11: 137–140
  8. Amatayakul, W.; Ramnäs, Olle (2001). «Life cycle assessment of a catalytic converter for passenger cars». Journal of Cleaner Production. 9 (5): 395–403. Bibcode:2001JCPro...9..395A. doi:10.1016/S0959-6526(00)00082-2
  9. Heck, R.; Farrauto, Robert J. (2001). «Automobile exhaust catalysts». Applied Catalysis A: General (em inglês). 221 (1–2): 443–457. Bibcode:2001AppCA.221..443H. doi:10.1016/S0926-860X(01)00818-3
  10. Heck, R.; Gulati, Suresh; Farrauto, Robert J. (2001). «The application of monoliths for gas phase catalytic reactions». Chemical Engineering Journal (em inglês). 82 (1–3): 149–156. Bibcode:2001ChEnJ..82..149H. doi:10.1016/S1385-8947(00)00365-X
  11. Ródio - o que é?

Ligações externas

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O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Ródio