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Rede (empresa)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Rede
Razão socialRedecard Instituição de Pagamento S.A.
Nome(s) anterior(es)Redecard
Sociedade anônima de capital fechado
Atividadeserviços financeiros
Fundação1996
SedeSão Paulo, SP, Brasil
Proprietário(s)Itaú Unibanco
ProdutosTerminais de pagamento
Soluções de pagamento eletrônico
Pagamentos presenciais e on-line
Antecipação de recebíveis
LucroAumento R$ 1,888 bilhão (2025)
Websiteuserede.com.br

Rede é a marca comercial da Redecard Instituição de Pagamento S.A., empresa brasileira de meios de pagamento controlada pelo Itaú Unibanco. A companhia atua no credenciamento de estabelecimentos comerciais e na captura, transmissão e liquidação de transações feitas por cartões de pagamento e outros meios eletrônicos, além de oferecer terminais de pagamento, soluções para comércio eletrônico, links de pagamento e serviços de antecipação de recebíveis.[1][2]

A empresa foi criada em 1996, a partir da reorganização das atividades de adquirência da Credicard. Inicialmente conhecida como Redecard, passou a operar comercialmente com o nome Rede em 2013, após o fechamento de seu capital pelo Itaú Unibanco no ano anterior.[3][4]

História

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Antecedentes e criação

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A origem da Rede está ligada à Credicard, empresa formada por bancos que atuava no mercado brasileiro de cartões. Em 1996, os negócios de adquirência da Credicard foram separados em uma nova companhia, a Redecard, em uma reorganização que envolveu Citibank, Itaú, Unibanco e Mastercard.[5]

Nos primeiros anos, a Redecard operou como adquirente associada principalmente às bandeiras Mastercard e Diners Club.[3] Esse modelo fazia parte de um mercado ainda concentrado, no qual as principais bandeiras e credenciadoras funcionavam com relações de exclusividade: transações Visa eram capturadas pela Visanet, atual Cielo, enquanto transações Mastercard eram capturadas pela Redecard.[6]

Abertura de capital e fim das exclusividades

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Em 2007, a Redecard abriu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, então Bovespa. A oferta pública inicial movimentou cerca de 4,07 bilhões de reais, valor superior à expectativa inicialmente informada ao mercado.[7][8]

No fim da década de 2000, o mercado brasileiro de adquirência passou por mudanças regulatórias e concorrenciais relacionadas ao fim das exclusividades entre bandeiras e credenciadoras. Segundo estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a exclusividade entre bandeiras e credenciadoras obrigava estabelecimentos comerciais a contratar mais de uma empresa para aceitar diferentes cartões, o que elevava custos de aluguel de terminais e restringia a competição.[6] Em 2009, reportagem da Folha de S.Paulo registrou a quebra do monopólio da Redecard sobre a captura de cartões Mastercard.[9] A partir de julho de 2010, a empresa passou a aceitar cartões Visa.[10]

Aquisição pelo Itaú e mudança de marca

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Em 2012, o Itaú Unibanco realizou uma oferta pública de aquisição de ações da Redecard com o objetivo de fechar o capital da companhia. A operação foi estimada em cerca de 11,8 bilhões de reais.[11][12]

Em 2013, já como subsidiária integral do Itaú Unibanco, a Redecard adotou a marca Rede. A mudança foi apresentada como parte de uma estratégia de reposicionamento comercial voltada a pequenos e médios estabelecimentos, com novas soluções de captura e pagamento.[4][3]

Expansão digital e reorganizações recentes

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Em 2014, a Rede adquiriu a maxiPago!, empresa de tecnologia voltada a pagamentos para comércio eletrônico. A aquisição foi associada à ampliação da atuação da Rede no segmento de pagamentos on-line.[13]

Em 2017, o Cade celebrou termos de compromisso relacionados ao fim de exclusividades no mercado de meios de pagamento eletrônico. Entre os efeitos do acordo, cartões da bandeira Elo deixaram de ser processados exclusivamente pela Cielo, abrindo espaço para aceitação por credenciadoras concorrentes.[14]

Em 2021, a companhia aprovou a alteração de sua denominação social de Redecard S.A. para Redecard Instituição de Pagamento S.A., em adequação a normas do Banco Central do Brasil aplicáveis a instituições de pagamento.[15] Em 2025, a Redecard deliberou a incorporação da investida Maxipago Serviços de Internet Ltda., com absorção da totalidade de seu patrimônio líquido, sem aumento de capital ou emissão de novas ações.[1]

Atuação

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A Rede atua como credenciadora e prestadora de serviços de pagamento para estabelecimentos comerciais. Suas atividades incluem a coordenação de pagamentos e recebimentos da rede credenciada, fornecimento de terminais eletrônicos e representação de franquias nacionais e internacionais de meios manuais e eletrônicos de pagamento.[1]

No varejo físico, a empresa oferece terminais de pagamento conhecidos comercialmente como “Laranjinha”, em modelos voltados a diferentes usos, como máquinas móveis, dispositivos integrados a sistemas de caixa e pin pads.[2] A companhia também oferece soluções para vendas a distância e comércio eletrônico, como link de pagamento, gateway de pagamento, integração para lojas virtuais e acompanhamento de vendas por aplicativo e portal.[16][17]

A Rede aceita diferentes bandeiras de cartões e vales-benefício, mas a disponibilidade de cada bandeira pode depender de credenciamento, regras próprias do emissor ou do arranjo de pagamento e ramo de atividade do estabelecimento.[18] Por se tratar de informação operacional sujeita a alteração frequente, a lista completa de bandeiras é mantida no site oficial da empresa.

Dados financeiros

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Nas demonstrações contábeis referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, a Redecard informou lucro líquido de 1,888 bilhão de reais. No mesmo exercício, a companhia registrou receitas de prestação de serviços de 2,058 bilhões de reais e receitas da intermediação financeira de 3,770 bilhões de reais.[1]

As demonstrações também indicaram que as operações da Rede são conduzidas no contexto de instituições que atuam de forma integrada no mercado financeiro e são lideradas pelo Itaú Unibanco Holding S.A.; o acionista direto indicado no documento é o Itaú Unibanco S.A.[1]

Ligações externas

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Referências

  1. 1 2 3 4 5 «Redecard Instituição de Pagamento S.A. — Demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2025» (PDF). Estadão RI. 19 de março de 2026. Consultado em 22 de maio de 2026
  2. 1 2 «Maquininha de cartão». Itaú Empresas. Consultado em 22 de maio de 2026
  3. 1 2 3 «Conheça mais sobre a Rede». Rede. Consultado em 22 de maio de 2026
  4. 1 2 «Itaú rebatiza Redecard de olho em pequenos comerciantes». Exame. 22 de outubro de 2013. Consultado em 22 de maio de 2026
  5. Gamez, Milton (19 de abril de 1996). «Credicard cede aos bancos e é dividida». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de maio de 2026
  6. 1 2 «Cadernos do Cade: Mercado de Instrumentos de Pagamento» (PDF). Conselho Administrativo de Defesa Econômica. 2019. Consultado em 22 de maio de 2026
  7. «Lançamento de ações da Redecard deve movimentar R$ 4,072 bilhões». Folha de S.Paulo. 12 de julho de 2007. Consultado em 22 de maio de 2026
  8. «Redecard: IPO de R$ 4 bilhões é a maior desde reabertura do mercado». InfoMoney. 12 de julho de 2007. Consultado em 22 de maio de 2026
  9. «Transações com cartão devem crescer 150%». Folha de S.Paulo. 5 de dezembro de 2009. Consultado em 22 de maio de 2026
  10. Matos, Carolina (1 de julho de 2010). «Cartões têm 1º dia sem exclusividade». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de maio de 2026
  11. Sciarretta, Toni (8 de fevereiro de 2012). «Itaú paga R$ 11,8 bi para absorver Redecard». Folha de S.Paulo. Consultado em 22 de maio de 2026
  12. «Fechamento de capital da Redecard visa aumentar competitividade, diz Itaú». InfoMoney. 7 de fevereiro de 2012. Consultado em 22 de maio de 2026
  13. «Rede adquire maxiPago! com foco em comércio eletrônico». Estado de Minas. 10 de setembro de 2014. Consultado em 22 de maio de 2026
  14. «Cade celebra acordos para estimular concorrência nos mercados de manutenção predial e de meios de pagamentos eletrônicos». Conselho Administrativo de Defesa Econômica. 28 de junho de 2017. Consultado em 22 de maio de 2026
  15. «Redecard Instituição de Pagamento S.A. — Ata de assembleia geral extraordinária» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo. 21 de agosto de 2021. Consultado em 22 de maio de 2026
  16. «Link de Pagamento Rede». Itaú Empresas. 2 de outubro de 2023. Consultado em 22 de maio de 2026
  17. «e.Rede». Portal do Desenvolvedor Rede. Consultado em 22 de maio de 2026
  18. «Bandeiras e vale benefícios». Rede. Consultado em 22 de maio de 2026