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Globo Shell Especial

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Globo Shell Especial
Informações gerais
FormatoPrograma jornalístico
Gênerodocumentário
País de origemBrasil
Idioma originalportuguês
Temporadas3
Produção
ProdutoresPaulo Gil Soares
Luis Lobo
Formato
Formato de imagem480i (SDTV)
Exibição original
EmissoraTV Globo
Transmissão7 de janeiro de 197127 de março de 1973
Cronologia

Globo Shell Especial foi um programa jornalístico semanal exibido pela TV Globo entre 7 de janeiro de 1971 e 27 de março de 1973.[1] Composto por documentários que abordavam temas sociais, culturais e históricos do Brasil e do mundo, o programa é considerado um marco no jornalismo televisivo brasileiro, sendo o antecessor direto do Globo Repórter. Patrocinado pela empresa Shell, o programa destacou-se por sua abordagem inovadora e pela produção de conteúdos que exploravam questões como saúde, educação, cultura e infraestrutura.[2][1]

História

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O Globo Shell Especial estreou em janeiro de 1971, inspirado no modelo de documentários da televisão americana, como o programa 60 Minutes da CBS. No entanto, os conteúdos eram majoritariamente produzidos pela TV Globo, com diretores brasileiros e foco na realidade nacional.[2][1] A escolha do nome refletia o patrocínio da Shell, que viabilizou a produção dos documentários. Durante sua exibição, o programa passou por diferentes horários: inicialmente aos domingos às 22h30 (janeiro de 1972), depois às quartas-feiras (agosto de 1972) e, nos últimos meses, às terças-feiras às 23h00.[3][1]

O programa encerrou-se em 27 de março de 1973, com o documentário Velho Chico, Santo Rio, dirigido por Carlos Augusto de Oliveira. Ao todo, foram produzidos 20 documentários, que abordaram desde a cultura popular até grandes projetos nacionais, como a construção da Rodovia Transamazônica.[2][1]

Formato e temas

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Cada episódio do Globo Shell Especial tinha duração aproximada de 45 minutos e era estruturado como um documentário jornalístico, com narração, entrevistas e imagens captadas em locações diversas. Os temas abordados incluíam:[1]

  • Saúde e alimentação: Reportagens como Como come o brasileiro, dirigido por Paulo Gil Soares.
  • Educação e infância: Documentários sobre crianças, como A Criança na Família e Criança e Sociedade de Consumo, com narração de Cid Moreira.
  • Cultura e história: Programas como O negro na cultura brasileira e Os Fabulosos Anos 60.
  • Infraestrutura e desenvolvimento: Cobertura de projetos como o Projeto Rondon e a Transamazônica.
  • Temas internacionais: Reportagens como Ascensão e Queda do III Reich e Vietnã: o Preço da Paz.[3]

A produção combinava conteúdos nacionais com alguns documentários internacionais, embora a origem exata de conteúdos como os produzidos por David Wolper seja incerta.[2]

Produção

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A equipe do Globo Shell Especial contava com diretores renomados, como Paulo Gil Soares, que dirigiu os três primeiros episódios (Arte Popular, Testemunho do Natal e Como come o brasileiro), e Domingos de Oliveira, responsável pela série Os Fabulosos Anos 60. Outros nomes, como Maurice Capovilla e Carlos Augusto de Oliveira, também contribuíram significativamente.[3][1]

A produção técnica enfrentava limitações da época. Os documentários eram filmados em película de 16mm, com edição em moviolas e sincronização de som realizada na Cinemateca do Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro. Em 1972, Paulo Gil Soares realizou filmagens internacionais para O negro na cultura brasileira, visitando países como Nigéria, Costa do Marfim e Benim (então Daomé).[2][1]

Controvérsias

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Há divergências em fontes secundárias sobre a origem dos documentários. Algumas, como comunidades e fóruns sobre a TV Globo, sugerem que os conteúdos eram produzidos pela CBS, mas fontes oficiais, como o site Memória Globo, confirmam que a produção era majoritariamente nacional, com diretores brasileiros e foco em temas locais.[2][1] A influência americana parece ter sido mais conceitual, inspirando o formato de documentários semanais, mas sem evidências de importação direta de conteúdos.[1]

O Globo Shell Especial é reconhecido como o precursor do Globo Repórter, que estreou em 3 de abril de 1973, apenas uma semana após o fim do programa.[2][1] Sua abordagem inovadora, com documentários que combinavam jornalismo investigativo e narrativa visual, influenciou o desenvolvimento do jornalismo televisivo no Brasil. O programa também destacou a capacidade da TV Globo de produzir conteúdos de alta qualidade em uma época de limitações tecnológicas, consolidando sua posição como líder no mercado audiovisual brasileiro.[3][1]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Silva, Heidy Vargas (2009). Globo-Shell Especial e Globo Repórter (1971-1983): as imagens documentárias na televisão brasileira. Departamento de Multimeios (Dissertação de Mestrado). Campinas: Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. Consultado em 22 de abril de 2025
  2. 1 2 3 4 5 6 7 «Globo Shell Especial». Memória Globo. Consultado em 22 de abril de 2025
  3. 1 2 3 4 «História e Reportagens – Globo Shell Especial». Memória Globo. Consultado em 22 de abril de 2025