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Itabirito

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 Nota: Para pelo minério de ferro itabirito, veja Itabirito (rocha).
Itabirito
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem em Itabirito
Hino
Gentílicoitabiritense[1]
Localização de Itabirito em Minas Gerais
Localização de Itabirito em Minas Gerais
Localização de Itabirito em Minas Gerais
Itabirito está localizado em: Brasil
Itabirito
Localização de Itabirito no Brasil
Mapa
Mapa de Itabirito
Coordenadas: 20° 15′ 10″ S, 43° 48′ 03″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Região metropolitanaBelo Horizonte
Municípios limítrofesOuro Preto, Moeda, Santa Bárbara, Rio Acima e Nova Lima[2]
Distância até a capital57 km
Emancipação7 de setembro de 1923 (102 anos)
Distritos
Lista
  • Acuruí, Bação, Itabirito (sede) e São Gonçalo do Monte [3]
Governo
  Prefeito(a)Elio da Mata[4] (Cidadania, 2025–2028)
Área
  Total [1]544,027 km²
  Urbana (IBGE/2019) [1]21,31 km²
População
  Total (Censo IBGE/2022) [1]53 365 hab.
Densidade98,1 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwa)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
IDH (PNUD/2010) [5]0,730 alto
PIB (IBGE/2021) [6]R$ 13 139 828,43 mil
  Per capita (IBGE/2021)R$ 247 940,00
Sítiowww.itabirito.mg.gov.br (Prefeitura)
www.itabirito.mg.leg.br (Câmara)

Itabirito é um município brasileiro localizado na região geológica do Quadrilátero Ferrífero, na área central do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país.Situado a aproximadamente 55 km de distância da capital, Belo Horizonte, o território integra o chamado Colar metropolitano de Belo Horizonte e ocupa uma área de cerca de 540 km², sendo que 21 km² estão em perímetro urbano. Sua dinâmica urbana encontra-se atrelada historicamente ao eixo de Ouro Preto, do qual desmembrou-se, e geofisicamente às bacias hidrográficas das regiões contíguas.[7]

Etimologia

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O núcleo urbano possuía originariamente a denominação de "Itabira do Campo". A alteração posterior para o topônimo "Itabirito" baseia-se em vocábulos de origem indígena (tupi-guarani), possuindo o significado traduzido de "pedra que risca vermelho". A terminologia histórica fazia referência direta à principal formação geológica rochosa da região, outrora catalogada nos séculos passados como "Pico de Itaubyra" (atual Pico de Itabirito), e ao minério de ferro predominante no solo local, que leva o mesmo nome de itabirito.[8] [9]

História e Fundação

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A ocupação demográfica e territorial na área do atual município principiou no final do século XVII. O fluxo migratório e o assentamento foram motivados pelo ciclo exploratório e as descobertas de ouro nas imediações de cidades como Sabará e Ouro Preto, ocasionando um expressivo deslocamento populacional para a porção central de Minas Gerais. O distrito de "Itabira do Campo" obteve sua criação formalizada por Ordem Régia no ano de 1752. Com o posterior esgotamento das jazidas de ouro aurífero, a matriz socioeconômica e a paisagem de cunho colonial foram gradativamente transicionadas para a exploração de ferro e fixação de complexos industriais. Esse novo arranjo produtivo pavimentou o movimento para a emancipação. O município conquistou autonomia político-administrativa de Ouro Preto no dia 7 de setembro de 1923, data oficial de sua instituição sob o nome de Itabirito.[8]

Os atos primários de constituição urbana remontam à instauração da Freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itabira do Campo, decretada formalmente em 1745. Por alvará régio emitido em janeiro de 1752, a freguesia foi elevada à categoria de colativa. Os levantamentos patrimoniais registram que a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem foi edificada no arraial-sede dentro de um marco temporal estimado entre os anos de 1710 e 1721. Os registros canônicos mais antigos do local atestam os primeiros batismos e sepultamentos ocorridos em 1721. [10]

Geografia

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Vista do Pico do Itabirito

Situado no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais, sua economia gira em torno da mineração, siderurgia e comércio, sendo que os dois últimos dependem invariavelmente da atividade mineral desempenhada no município.

Localiza-se na latitude 20º 15' 12" sul e longitude 43º 48' 05" oeste, estando a uma altitude média de 901 metros, predominando o clima tropical de altitude, de tipo Cwb na classificação climática de Köppen, com verões temperados e úmidos e invernos secos, são registradas geadas ocasionais no município. O ponto culminante de Itabirito é encontrado no Pico do Itabirito, monólito de hematita com 1 586 metros. A cidade é cortada pela BR-356, rodovia sinuosa e perigosa. Também é cortada por duas ferrovias: pela Linha do Centro da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil e pela Ferrovia do Aço da antiga RFFSA. [11][12] Situa-se à meia distância entre Ouro Preto (48 km) e Belo Horizonte (57 km).

Pico do Itabirito, c. 1873. Pintura de Marianne North. Acervo dos Reais Jardins Botânicos de Kew.

No município está localizada a Estação Ecológica Estadual Arêdes, uma unidade de conservação mantida pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.[13]

Dados Técnicos

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A macroestrutura demográfica e territorial apresenta os seguintes dados e delimitações atestados por censos e relatórios de monitoramento municipal:

  • Divisão Territorial: Conforme a divisão fixada em 1º de julho de 1960 (e ratificada sem alterações pelas malhas territoriais do IBGE em 2022), o município abriga 4 distritos legais: Itabirito (Sede), Acuruí (nomenclatura antiga Rio das Pedras), Bação e São Gonçalo do Monte.[8]
  • Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM): Apresenta métricas consideradas de patamar alto em uma escala aferida de 0 a 1.
  • Dados Empregatícios e de Renda: Aproximadamente 41,2% da população é aferida como ocupada. O rendimento salarial médio mensal do trabalhador é estruturado em 2,4 salários-mínimos vigentes. Há registro censitário demonstrando que 30,5% da população tem como base de rendimento nominal mensal per capita o valor de até ½ salário mínimo.[14]

A climatologia interage de maneira crítica com o relevo local. As precipitações pluviométricas incidem sobre áreas com variação de declividade, deflagrando ameaças geoclimáticas, notadamente riscos estruturais de inundação. As estatísticas de exposição habitacional catalogadas na cartografia de risco municipal apontam risco de nível médio a alto preponderantemente fixado ao longo do leito contínuo do rio Itabirito, afetando setores e adjacências hídricas, locais estes que, porém, denotam densidade demográfica inferior às zonas centrais consolidadas. [14]

Hidrografia

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O recorte hídrico do município insere-se na Área de Proteção Ambiental Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte (APA-SUL - RMBH). O território é alimentado por capilares interligados a duas bacias hídricas federais: a Bacia do Rio São Francisco (conectada através do Alto Rio das Velhas e Médio Paraopeba) e a Bacia do Rio Doce (através do Rio Piracicaba).[15]

  • Eixo Principal: O Rio Itabirito é o corpo de água matriz, cujas nascentes primárias estão abrigadas na vertente oeste da Serra da Moeda, posicionando-se em elevações de 1.460 m a 1.520 m de altitude.
  • Morfologia da Bacia: Dados geomorfológicos reportam elevada predisposição a processos erosivos e movimentações de massa nas encostas. Tais fenômenos concentram-se nas vertentes de maior declividade dos quadrantes nordeste e sudeste da bacia do Rio Itabirito. Fonte: Conhecendo o Rio Itabibirito - Projeto Manuelzão/Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). URL: https://manuelzao.ufmg.br/wp-content/uploads/2018/08/6-caderno-itabirito-15jul2013-site-.pdf

Impacto Atual

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Atualmente, o município direciona esforços normativos para administrar o crescimento urbano e adequar contrapartidas geradas por matrizes de compensação ambiental de corporações minerárias. Políticas de Plano Diretor e revisões do Plano Municipal de Turismo (válido até 2027) fomentam a preservação e projetos que buscam capitalizar atrativos naturais — como o circuito de trilhas ("EcoTrilhas") — com vistas à implantação de roteiros com métricas de ecoturismo de padrão internacional, bem como a formalização do segmento gastronômico para diversificar a estrutura econômica frente aos ciclos minerais.[16]

Religiosidade

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As edificações clericais integram amplamente o arcabouço histórico e patrimonial protegido do município. No âmbito federal, instâncias de tombamento via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) garantiram proteção formal a dois santuários ainda na década de 1950:[10]

  • Igreja de São Vicente Ferrer: Instituída sob tombamento federal no ano de 1953.
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário: Registrada sob tombamento federal no ano de 1955. Outras capelas coloniais catalogadas que compõem a circunscrição da localidade incluem a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (edificação datada da pré-década de 1740), a Capela Curada de São Caetano da Moeda (1749) e a Capela do Senhor Bom Jesus de Matozinhos (erigida no ano de 1765).

Feriados Municipais e Festividades

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Nota de busca: Não foi localizada publicamente uma documentação governamental explícita que consolide uma tabela exclusiva em lei sobre dias exatos de feriados municipais estáticos. Limita-se aqui ao reporte de festividades de ordem oficial geridas e calendarizadas pela autarquia municipal.

  • Julifest: É classificado como o evento anual de maior magnitude, realizado na Praça dos Inconfidentes habitualmente durante o mês de julho. Trata-se de uma celebração com fortes traços de festas juninas locais, associando quadrilhas e atrações musicais de porte nacional. Alcançou sua 29ª edição estrutural no ano de 2022. A tradicional Julifest, que todos os anos acontece na Praça dos Inconfidentes, são oferecidos várias delícias da culinária itabiritense como, por exemplo, o pastel de angu que é o prato típico da cidade. Os pontos de venda (barracas, que retratam as construções típicas da zona rural) são construídas pelos próprios moradores. Outras delícias como frango ao molho pardo, feijão tropeiro, caldos, vinho quente, pinga com mel, quentão, canjica, doces, umbigo de banana com angu e carne, podem ser encontradas durante os quatro dias de festa.[17]
  • Festival Gastronômico: Voltado para a difusão da culinária afro-mineira. Historicamente sediado entre os meses de outubro e novembro, este evento requer diretrizes específicas de composição, como a obrigatoriedade da inclusão de produtos cultivados pela agricultura de pequenos produtores rurais de Itabirito nos pratos. [18]

A infraestrutura turística assenta-se em bens arquitetônicos, polos naturais e polos gastronômicos:

  • Complexo Turístico da Estação: Conjunto paisagístico e arquitetônico focado na infraestrutura preservada da Estação Ferroviária. Endereçado à Praça Dr. Guilherme, opera em dias úteis e finais de semana.[19]
  • Centro Cultural Padre Francisco Xavier: Instalado na Praça do Centenário, figura como suporte físico a visitantes e realizações de exposições artísticas do município.[20]
  • Pico de Itabirito: Montanha com vasta importância identitária, tendo sido outorgado seu tombamento oficial pelo IPHAN em 26 de junho de 1962. O ato de tombamento, no entanto, foi suspenso administrativamente em 8 de junho de 1965.
  • Roteiro do Pastel de Angu: O pastel de angu de Itabirito é considerado patrimônio cultural do município.[21] Há uma variedade grande de recheios. A cidade realiza inclusive a Festa do pastel de Angu desde 2000,[22] que envolve degustação da quitanda, quadrilhas, apresentações musicais e apresentações folclóricas.[21]

Personalidades Conhecidas

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Ver também

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Referências

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  1. 1 2 3 4 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Itabirito». Consultado em 25 de abril de 2024. Cópia arquivada em 25 de abril de 2024
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Mapa Político do Estado de Minas Gerais» (PDF). Consultado em 25 de abril de 2024. Cópia arquivada (PDF) em 28 de julho de 2021
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Itabirito - Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 25 de abril de 2024. Cópia arquivada em 25 de abril de 2024
  4. «Eleições 2024: Dr. Elio da Mata, do CIDADANIA, é eleito prefeito de Itabirito no 1º turno». G1. 7 de outubro de 2024. Consultado em 5 de janeiro de 2025
  5. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 25 de abril de 2024. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2021). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021». Consultado em 25 de abril de 2024. Cópia arquivada em 25 de abril de 2024
  7. cidades.ibge.gov.br https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/itabirito/panorama. Consultado em 21 de maio de 2026 Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. 1 2 3 «IBGE | Biblioteca». IBGE | Biblioteca. Consultado em 21 de maio de 2026
  9. «Prefeitura de Itabirito - Conheça Itabirito»
  10. 1 2 «DOSSIÊ IGREJA MATRIZ DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE» (PDF)
  11. «Itabirito -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 2 de agosto de 2020
  12. edufigueiredo (20 de abril de 2020). «Uma relíquia que você não conhecia sobre a Ferrovia do Aço». Volta Redonda Antiga. Consultado em 2 de agosto de 2020
  13. «Estação Ecológica Estadual» (PDF). Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. Consultado em 1 de março de 2022
  14. 1 2 «Análise de Risco e Vulnerabilidade Climática compacta de Itabirito - ICLEI.» (PDF)
  15. «Conhecendo o Rio Itabibirito - Projeto Manuelzão/Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).» (PDF)
  16. «Turismo em foco: Prefeitura de Itabirito promove debate sobre Turismo e Meio Ambiente»
  17. julifest.com.br (2012). «A festa - Julifest Itabirito». Consultado em 20 de junho de 2012. Arquivado do original em 29 de agosto de 2011
  18. «Festival Gastronômico: Itabirito celebra a culinária afro-mineira de 6 de outubro a 22 de novembro»
  19. «Crit - Centro de Referência e Informações Turísticas - Prefeitura de Itabirito». Prefeitura de Itabirito. Cópia arquivada em 24 de novembro de 2020
  20. «Turismo em Foco: Prefeitura de Itabirito encerra programa com visita de especialista e revisão do Plano Municipal de Turismo»
  21. 1 2 Prefeitura de Itabirito. (31 de maio de 2010). Neste fim de semana acontece a 10ª Festa do Pastel de Angu, acesso em 10 de junho de 2010
  22. Gontijo, Luisana. (10 de junho de 2010). Tout Court Minas - Pastel de angu. Estado de Minas'
  23. https://amaerj.org.br/noticias/nota-de-falecimento-desembargador-alyrio-cavallieri/
  24. https://ge.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2023/12/12/morre-nilson-maior-artilheiro-do-atletico-mg-no-independencia-11o-maior-goleador-da-historia-do-clube.ghtml

Ligações externas

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